Resolvido o impasse da “personalidade jurídica”, o Centro de Biotecnologia da Amazônia (CBA) está dando os primeiros passos para cumprir com as próprias pernas a missão de desbravar as potencialidades da biodiversidade amazônica.
“Temos pressa para começar os trabalhos e a expectativa é que tudo esteja efetivado em até 30 dias”, afirmou o diretor-presidente da Fundação Universitas de Estudos Amazônicos (Fuea) Elias Araújo, que tem uma carreira toda construída na indústria e atuou por quase 35 anos em empresas da Zona de Manaus (ZFM).
Ao longo dessa semana, gestores da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa) e da Fuea, que ganhou a licitação para fazer a gestão do CBA, estão alinhando todo o processo de transição, que envolve a devolução de servidores da Suframa que trabalham no Centro e transferência de recursos públicos que até este momento para chegar ao centro passavam primeiro pelos cofres da Suframa.
O superintendente da Suframa, Bosco Saraiva, se reuniu com o e o diretor-executivo da Fundação Universitas, Elias Moraes de Araújo, e deu “start” para a transferência da gestão e consequentemente da formação de um conselho gestor para o Centro de Biotecnologia da Amazônia.
“O primeiro passo foi dado e agora vamos adiante, com o intuito de criar oportunidades para as pessoas e as próprias empresas, por mais investimentos na área de pesquisa, desenvolvimento e inovação na Amazônia”, destacou Bosco Saraiva.
O CBA em números
O Centro de Biotecnologia da Amazônia (CBA) funciona em um complexo com 12 mil metros quadrados de área construída com recursos da Suframa.
A missão do centro é criar alternativas econômicas mediante a inovação tecnológica para o melhor aproveitamento econômico e social da biodiversidade amazônica de forma sustentável.
Funcionando com servidores da Suframa e quadros técnicos da área de pesquisa contratados, o CBA mobiliza mais de trinta laboratórios coordenados por por uma quantidade significativa de colaboradores qualificados, incluindo dezenas com mestrado, doutorado ou pós-doutorado em áreas de pesquisas ligadas a Amazônia.
Passados mais de vinte anos de criação, ainda no governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB), o CBA conseguiu ofertar ao mercado serviços de análises físico-químicas e análises microbiológicas, além de outros serviços técnicos especializados, como ensaios de eficácia e segurança toxicológica.
“Estes serviços são essenciais para a descobertas de novos matérias-primas, tecnologias e resolução de problemas”, afirma o engenheiro Carlos Cesar de Avelães, do Instituto de Pesquisas Tecnológicas de São Paulo (IPT/SP).
Quem é o novo gestor do CBA?
Vencedor do chamamento público de Organização Social responsável pela gestão do CBA, a FUEA é ligada à Universidade do Estado do Amazonas (UEA) e vai gerir o centro em parceria com o IPT-SP.
São essas instituições privadas sem fins lucrativos que terão a função de promover a gestão do CBA e impulsioná-lo em sua missão de contribuir com o desenvolvimento da bioeconomia na Amazônia.
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