Um mês após o presidente do Senado Federal, Rodrigo Pacheco (PSD/MG), ter lido o requerimento de abertura da Comissão Parlamentar de Inquérito das Organizações Não-Governamentais (CPI das ONGs), proposta pelo senador Plínio Valério (PSDB), seis dos onze membros titulares e seis dos sete suplentes já foram indicados pelos blocos partidários.
A falta de indicação dos demais impede o começo dos trabalhos.
Maior bloco partidário do Senado, o Democracia reúne MDB, União Brasil, Podemos, PDT, PSDB e Rede) e conta com 31 senadores.
Deste bloco apenas o MDB ainda não indicou seus representes (um titular e um suplente) para compor a CPI das ONGs. Já os demais indicaram os senadores Plínio Valério, Styvenson Valentin (Podemos/RN) e Márcio Bittar (União/AC) para o “time” titular. Serão suplentes os senadores Oriovisto Guimarães (Podemos/PR) e Professora Dorinha (União/TO).
Segundo maior bloco de partidos do Senado, o Resistência Democrática é formado por PSD, PT e PSB e congrega 28 senadores. Até está segunda-feira este bloco não indicou seus representantes, impedindo assim o início dos trabalhos.
De acordo com a tradição, se o bloco não indicar seus representantes, o presidente da Casa poderá fazê-lo, mas essa não tem sido a prática de Rodrigo Pacheco. Portanto, uma manobra para evitar a CPI das ONGS será esse bloco seguir fazendo essa espécie de obstrução.
O bloco Vanguarda indicou Zequinha Marinho (PL/PA) e Jaime Bergattoli (PL/RO) como titulares. Por fim, o bloco Aliança indicou como titular o senador Doutor Hiran (PP/RR) e como suplente a senadora Tereza Cristina (PP/MS) , a ex-ministra da Agricultura e Pecuária do governo de Jair Bolsonaro (PL).
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Autor do pedido de CPI, o senador amazonense deverá ser indicado presidente da CPI, como é a tradição do Senado.
Plínio Valério vem batalhando pela instalação dessa comissão desde o início do mandato dele em 2019, quando apresentou um primeiro requerimento.
Esse requerimento chegou a ser lido por Pacheco, mas não houve acordo para a indicação dos representantes.
Como a Legislatura mudou neste ano, Plínio teve que novamente recolher assinaturas para o início das investigações e com a nova leitura por Pacheco, a expectativa dele é que os trabalhos possam começar dessa vez.
“Não será uma investigação para demonizar as ongs. Será para investigar ongs que captam dinheiro aqui e no exterior e gastam 85% deste dinheiro com elas mesmas, sem qualquer benefício para quem está na ponta”, explicou o senador tucano.