sexta-feira, 2 de outubro de 2026

Amazonas e estados do Norte estão há 30 dias sem receber asfalto

A demanda diária em Manaus é de 40 toneladas e para cumprir contratos previamente acertados, a categoria já avalia importar o CAP de São Paulo, caso não receba o material.
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Ruas sendo asfaltadas em Manaus
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Há 30 dias, o Amazonas e demais estados da Região Norte estão sem receber Cimento Asfáltico de Petróleo (CAP 50/60), essencial para produção de asfalto para pavimentar ruas e estradas e que deveria ser fornecido e produzido pela Refinaria da Amazônia (Ream).

De acordo com as empresas que compram o produto para fabricar o asfalto, diariamente a Ream, única instituição autorizada pela Agência Nacional de Petróleo (ANP) para fabricar e comercializar o CAP na região, emite notas adiando a normalização do fornecimento.

Empresários afirmam que a Ream não está cumprindo os prazos, fato que vem prejudicando toda a cadeia de produção, ameaçando centenas de empregos e afetando a continuidade de uma série de obras em todos os estados.

De acordo com fontes, a demanda diária em Manaus é de 40 toneladas e para cumprir contratos previamente acertados, a categoria já avalia importar o CAP de São Paulo, caso a situação não seja normalizada nos próximos dias.

“Já estamos conversando com nossos clientes sobre isso, uma vez que haverá um aumento de mais de 50% no valor final do material, mas precisamos tomar uma providência porque não há previsão e esta situação está afetando toda a cadeia produtiva, de transportadoras e construtoras, até prefeituras que precisam realizar obras”, relatou.

Ream

Privatizada no final do governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), a antiga Refinaria Isaac Sabbá em Manaus, foi transferida no dia 1º de dezembro para a empresa Atem Distribuidora, quando passou a ser denominada Refinaria da Amazônia (Ream).

No último dia 25, a Prefeitura de Manaus, por meio da Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seminf), informou em seu site oficial que “as frentes de obras de asfalto na cidade estão temporariamente paralisadas devido à ausência do Cimento Asfáltico de Petróleo (CAP)”.

Ainda segundo a secretaria, o laboratório contratado pela empresa Petrobras condenou um lote do CAP, por não atender as características físicas exigidas para a qualidade do pavimento e a expectativa da prefeitura, naquela data, era que “as usinas preveem retomada de distribuição do CAP ainda esta semana”.

A Ream foi procurada pelo RealTime1, e enviou uma nota por volta das 13h de hoje. Segue a nota na íntegra.

A Refinaria da Amazônia (Ream) informa que já voltou a fornecer o Cimento Asfáltico de Petróleo (CAP). Os clientes da refinaria estão devidamente informados sobre o reabastecimento.

Da Redação

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