quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Lula destrava Centro de Biotecnologia da Amazônia nesta terça

Decreto dá personalidade jurídica ao Centro de Biotecnologia da Amazônia, garantindo que ele acesse recursos privados que devem impulsionar seu funcionamento.
COMPARTILHE
Sede do Centro de Bionegócios da Amazônia (CBA).
Sede do Centro de Bionegócios da Amazônia (CBA).

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) assina, nesta quarta-feira (3), em Brasília, o decreto de qualificação da organização social que vai gerir o Centro de Biotecnologia Amazônia (CBA).

O decreto será assinado durante uma cerimônia, a partir das 11h, no Salão Leste do Palácio do Planalto.

Com a assinatura, o CBA deixa de ser vinculado à Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa) e passa a ser gerido por uma organização social.

Há seis meses, a Fundação Universitas de Estudos Amazônicos (FUEA) foi escolhida por meio de processo seletivo para gerenciar o CBA.

Com personalidade jurídica própria, terá autonomia para captar recursos e ampliar atividades.

De acordo com governo federal, a iniciativa permitirá ao centro multiplicar seu orçamento e desenvolver, além de pesquisas, novos negócios com recursos naturais da Amazônia.

“Os investimentos públicos previstos para os próximos quatro anos chegam a R$ 47,6 milhões. Com o novo status jurídico, também será possível para o CBA, a partir de agora, acessar recursos disponíveis na iniciativa privada para pesquisa, desenvolvimento e inovação”, informou o governo, em nota.

Entenda

Em março deste ano, o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin (PSB), esteve em Manaus e anunciou que o decreto seria assinado.

Na ocasião, disse que a ideia é que o CBA consiga ampliar o número de pesquisas e, sobretudo, fazer com que os estudos científicos sejam efetivamente transformados em novos negócios.

“Eu visitei o CBA e ele está operando em 10% do seu potencial. Já faz trabalhos maravilhosos. O caminho é fazer pesquisa, patente, mas depois virar indústria, produto, emprego e riqueza para a região”, declarou à época.

Histórico

O CBA foi criado em 2002 e inaugurado em 2004. Ocupa uma área de 12 mil metros quadrados, no Distrito Industrial de Manaus e conta com 28 profissionais (23 pesquisadores e cinco funcionários administrativos) e 26 laboratórios, além de uma central de produção de extratos, alojamentos para pesquisadores e instalações de apoio administrativo e à pesquisa.

O CBA foi criado para estimular a pesquisa e o desenvolvimento de novas tecnologias a partir do aproveitamento sustentável da biodiversidade amazônica.

A falta de identidade jurídica do centro, contudo, tem sido um empecilho para a obtenção de recursos financeiros além dos previstos no Orçamento Geral da União – sempre passíveis de contingenciamento.

Em março de 2016, o governo chegou a anunciar a transformação da unidade em uma organização social (OS), mas a proposta não vingou.

Em setembro de 2020, o governo retomou os trâmites que resultaram na escolha da FUEA e no decreto a ser publicado amanhã.

Da Redação

Leia mais:

COMPARTILHE