Com a meta de entregar dez mil soluções de moradia no Amazonas, nos próximos quatro anos, o governador Wilson Lima defendeu, nesta sexta-feira (24), a construção de conjuntos habitacionais de pequeno porte, mas em áreas já urbanizadas das cidades.
A fala ocorreu durante o Fórum Norte e Nordeste da Indústria da Construção Civil (FNNIC), onde o governador encontrou o Ministro das Cidades, Jader Barbalho Filho, um dos responsáveis por analisar as propostas para habitação do programa Minha Casa, Minha Vida.
O governador disse que pretende apresentar os projetos para contar com apoio do governo Lula.
“Nós temos outros projetos de soluções de moradia que eu vou apresentar para o ministro. São pequenos conjuntos habitacionais com até 100 habitações, que estão inseridas dentro da dinâmica social. Isso sim é dar uma moradia digna, não colocar as pessoas em unidades de grandes estruturas sem ter os serviços públicos sociais adequados, como nas áreas de segurança, educação e saúde.”
No Amazonas, um dos principais investimentos do programa Minha Casa, Minha Vida foi a construção do residencial Viver Melhor, no Monte das Oliveiras, na zona norte. Quando o habitacional foi entregue, nos governos petistas, a região era uma das mais afastadas da capital e o conjunto não tinha infraestrutura de educação, saúde e transporte coletivo.
Durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro nenhum investimento em habitação foi realizado no Amazonas.
Moradia + serviços sociais
Para o governador, a política pública habitacional deve contemplar soluções de moradia aliadas a serviços sociais.
Com a meta de entregar dez mil soluções de moradia, o governo estadual enfatiza a execução das obras do Prosamin+, que vão reassentar famílias que vivem em comunidades como Sharp, além de obras para moradores da Manaus 2000, que ainda no primeiro semestre devem ser entregues.
No interior, no último dia 17, o governador assinou a desapropriação do bairro Pascoal Alággio, garantindo moradia para mais de quatro mil família em Parintins, onde também será iniciada a maior obra da história do interior do Amazonas, com o Prosai Parintins, que vai contemplar intervenções ambientais, urbanísticas e habitacionais.
Da Redação
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