Os 62 municípios que compõem o estado do Amazonas, incluindo a capital Manaus, não atingiram as metas de saúde básica, como a vacinação de crianças de até um ano de idade, atendimento pré-natal de lactantes até 12 semanas de gestação, além do atendimento de pessoas com doenças crônicas como diabetes e hipertensão.
As cidades receberam recurso federal do Ministério da Saúde, por meio do Programa Previne Brasil e devem prestar contas de como o montante é investido.
Como as metas não foram alcançadas, o Tribunal de Contas do Estado (TCE-AM) emitiu um alerta ao poder executivo federal e a todos os representantes dos municípios.
O levantamento consta em edição extra do diário oficial do órgão, que circulou na tarde desta segunda-feira (20).
O recurso faz parte dos investimentos em política nacional de atenção básica.
Entre os municípios em estado crítico pelo baixo índice de crianças vacinadas contra tétano, coqueluche, hepatite B, entre outros, estão Japurá com 12%, seguidos de Pauini com 14%, Tapauá e Jutaí com 16%.
A meta a ser atingida é 95% de crianças imunizadas.
A capital Manaus que recebeu um montante de R$ 4 milhões em recursos federais e atingiu apenas 73% de menores vacinados.
Em relação à saúde da mulher, como a realização de exame HPV que ajuda diagnosticar e prevenir o câncer no colo do útero em mulheres de 25 a 64 anos, os números também são alarmantes.
Em Barcelos, apenas 6% da população feminina realizou o procedimento. Outros municípios com estado crítico são Santa Isabel do Rio Negro, com 7%; Fonte Boa, com 9%; Benjamin Constant, com 11%; Tabatinga, 12%; Pauini, 13%; e Parintins, com 15%.
No caso de gestantes que não tiveram acesso ao pré-natal, o município de Ipixuna lidera o índice negativo, com apenas 3% de lactantes atendidas, seguido de Careiro da Várzea, com 11%; Envira e Caapiranga com 13% e Beruri, com 15%.
Ana Sena, do RealTime1
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