quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Marcos Rotta minimiza substituição no PP: 'sem atrito ou fratura política'

Vice-prefeito recebeu telefonema de Ciro Nogueira informando que o comando do partido no Amazonas passaria para um aliado do governador Wilson Lima.
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marcos rotta

O vice-prefeito Marcos Rotta (PP) minimizou a “pernada” que levou ao perder o comando do partido Progressistas (PP) no Amazonas para um aliado do governador Wilson Lima (União).

Nesta sexta-feira (17), durante sua solenidade de posse como chefe da Casa Civil, Rotta disse que presidia provisoriamente a legenda no Amazonas.

“A comissão provisória iria vencer na próxima semana, o que foi feito foi uma antecipação.”

O novo presidente da legenda no Amazonas é o delegado Rodrigo de Sá, atual diretor-presidente do Departamento Estadual de Trânsito (Detran-AM) do governo Wilson, que mantém aliança com David.

Rotta assumiu o PP no Amazonas durante as eleições de 2022, quando o partido foi esvaziado – perdeu seus filiados com mandato e não disputou nenhum cargo, nem recebeu verbas para isso. O convite partiu do próprio presidente nacional Ciro Nogueira, senador pelo Piauí, à época ministro da Casa Civil de Jair Bolsonaro (PL).

A sinalização era de que o Progressistas seria o novo abrigo partidário do prefeito David Almeida e que Rotta só estaria esquentando a cadeira.

Desde então, o cenário mudou. Bolsonaro não se reelegeu e Ciro chegou a negociar uma federação do Progressistas com o União Brasil, de Wilson Lima. A federação acabou não acontecendo por disputas regionais.

No Amazonas, o saldo dessa movimentação foi a troca de comando.

“O presidente [Ciro] Nogueira me ligou me comunicando dessa substituição e para nós isso não cria nenhum tipo de celeuma, de atrito ou qualquer tipo de fratura política. Nós precisamos olhar para frente. Exerci um papel. Peguei um partido muito ruim administrativamente. A gente equacionou todo o Progressistas. E eu entrego para o Rodrigo de Sá um partido muito melhor do que eu recebi”, disse Rotta.

Questionado se permanecerá no Progressistas após perder a presidência, Rotta disse que vai estudar as possibilidades junto ao prefeito David Almeida (Avante), que não quis comentar o movimento partidário.

“Nós não estamos muito preocupados com relação à questão de filiações. A eleição está distante. Eu acho que antecipar o processo político faz mal à administração, não colabora em nada. Por isso que eu defendo um mandato único de cinco anos para o Executivo, exatamente para acabarmos com essas especulações”, finalizou Rotta.

Sem poder se reeleger para um terceiro mandato de vice-prefeito em 2024, Rotta deve ficar de fora da disputa eleitoral, uma vez que já descartou disputar uma cadeira na Câmara Municipal.

Histórico de pernadas

O vice-prefeito tem um histórico de levar “pernadas” de antigos líderes políticos.

Em 2016, se aliou ao senador Eduardo Braga (MDB) e entrou para o MDB com a expectativa de disputar a Prefeitura de Manaus. Na hora das definições, Eduardo Braga, que comanda o MDB no Amazonas, decidiu apoiar a reeleição de Arthur Neto (PSDB) e restou a Rotta a vaga de vice.

Eleito vice-prefeito, ele rompeu com Braga e se filiou ao PSDB com a promessa de que, em 2018, disputaria o Governo do Amazonas pelo partido. Mas, na hora das definições, o cacique tucano Arthur Neto não permitiu porque o partido decidiu se aliançar com Omar Aziz (PSD), tendo Arthur Bisneto como candidato a vice na chapa.

Em 2019, o cenário mudou para Rotta. O vice-prefeito entrou no DEM a convite de Pauderney Avelino e ACM Neto, que, segundo ele, o deixou livre para ser candidato a prefeito em 2020 ou se aliançar com outra candidatura, o que acabou acontecendo. O episódio foi relembrado por Rotta durante seu discurso de posse nesta sexta-feira (17), quando agradeceu Pauderney pela lealdade e oportunidade de poder decidir.

Da Redação

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