O vice-prefeito Marcos Rotta (PP) pretende dar uma “turbinada” política na Casa Civil da Prefeitura de Manaus. Em outras ocasiões, a pasta exercia o papel de articulação política, o que estava sendo feito por uma secretaria executiva criada para esse fim, pelo prefeito David Almeida (Avante).
Rotta destaca o papel técnico e burocrático da nova função, mas ressalta que seu plano é fazer uma interlocução da prefeitura com a sociedade. Com a assunção ao cargo, o vice-prefeito volta a exercer um papel de peso político na administração municipal, depois de quase um ano.
“Esse é, sem dúvida alguma, um dos maiores desafios da minha carreira política, ser chefe da Casa Civil. Eu vou retribuir essa confiança do prefeito David [Almeida] com ações, com a implementação de uma nova visão na Casa Civil, respeitando o papel da Casa Civil, que é o papel legalista, de publicações, de Diário Oficial, dos projetos que passam por lá.”
Impedido pela legislação eleitoral de sair novamente candidato ao cargo de prefeito ou vice, Rotta terá com a Casa Civil a oportunidade de se fortalecer nos bastidores, negociando e articulando com vereadores, partidos e instituições sociais que buscam a prefeitura para discutir projeto e obter apoio.
Nesta semana, o vice-prefeito foi afastado da direção regional do Partido Progressista (PP), que agora tem Rodrigo de Sá como comandante. Diretor do Departamento Estadual de Trânsito (Detran-AM), Sá é do grupo político do governador Wilson Lima.
Mesmo entendendo o caráter técnico da área, ele pretende fortalecer a participação política da pasta.
“Quero dar um amplitude, eu quero auxiliar o David nessa comunicação com a sociedade, com as entidades de classe, com a câmara de vereadores, com a Assembleia, com os nosso representantes federais. Eu acho que posso dar uma contribuição um pouco mais política à Casa Civil, sem perder de vista, obviamente, as prerrogativas legais que pasta tem”, completou.
Responsável por incluir Rotta na política, o senador Omar Aziz (PSD) resumiu sobre o papel primordial da nova função do ex-pupilo: “chefe da Casa Civil não faz live”. “Não vai na obra fazer live, mas tem um papel tão importante para o prefeito ou para um governador ou presidente, porque ele é o anteparo de tudo aquilo que o governador ou o prefeito tem que assinar e passa pela mão dele”, disse Omar, que já foi governador.
Preocupação com as próximas eleições é um problema que Marcos Rotta não tem. Ele não poderá tentar a reeleição em 2024 e descartou tentar uma vaga de vereador. “Eu já estou descendo a ladeira da política, preparado para ficar sem mandato, mas nunca sem fazer política”, disse ele, durante o discurso de posse.
Da Redação
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