Segundo dados do Indicador de Recuperação de Crédito, da Serasa Experian, o Amazonas ficou em 23º lugar na lista de estados com maiores índices de recuperação de crédito de empresas.
As regiões Norte e Nordeste lideram o ranking, que analisou o setor de dívidas no mês de novembro do ano passado. No Amazonas, apenas 41,6% das empresas conseguiram o pagamento de dívidas de clientes inadimplentes.

De acordo com o Indicador, naquele mês, 44,6% das contas atrasadas foram pagas pelos empreendedores brasileiros em até 60 dias após a negativação, e eram, em sua maioria, no valor de até R$ 500.
O setor com mais dívidas pagas foi o de “Outros” (50,8%), que compreende empresas da Indústria, do Terceiro Setor e Primário. Este foi o segundo mês consecutivo que o indicador tem aumento neste segmento.
Para o economista da Serasa Experian, Luiz Rabi, o tímido crescimento de 0,2 pontos percentuais do indicador, em relação a outubro,
“Ainda mostram que os negócios seguem priorizando o pagamento de parceiros, fornecedores e companhias do varejo, ainda que com atraso, para continuarem funcionando”.
Ainda segundo análise por setores das dívidas, o segundo lugar das contas em atraso quitadas em até 60 dias após a negativação foi do segmento do Varejo (49,5%), depois as Utilities (44,7%), que englobam contas básicas como energia, gás e água, Financeiras (43%) e Securitizadoras (40,5%). Serviços (33%) e Telefonia (12,9%) fecham o ranking.
Os dados mostram, ainda, que 56,1% dos débitos com até 30 dias de atraso foram quitados. As contas atrasadas em até 60 dias tiveram uma taxa de pagamentos de 44,9%.
Em terceiro lugar estão os encargos atrasados em 90 dias (28%) e aqueles com até 1 ano ficaram em quarta posição (23%). Mais de 20% das obrigações vencidas em até 180 dias foram pagas e, por fim, apenas 5,3% dos encargos vencidos há mais de 1 ano foram liquidados.
Norte e Nordeste têm os maiores níveis de recuperação em novembro

Em novembro de 2022, Unidades Federativas (UF) mostram que o Norte e o Nordeste se dividiram como as regiões em que os estados tiveram os maiores níveis de recuperação – foram 9 lugares ocupados no ranking.
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