quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Eneva prevê mais da metade de investimentos gerais no Amazonas

A empresa reforçou compromisso com o Amazonas em evento com investidores; para realizar projeto Azulão 950, serão investidos R$ 5,8 bilhões nos próximos anos.
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A Eneva anunciou, nesta quinta-feira (09), que iniciou as obras no terreno no município de Silves, onde ficarão as novas Usinas Termelétricas (UTE) Azulão I e II e a nova Unidade de Tratamento de Gás (UTG), no Complexo Azulão 950.

De acordo com a empresa, mais da metade dos investimentos projetados até 2026 terão o Amazonas como destino. O projeto em Silves é o principal do grupo e vai receber investimentos de R$ 5,8 bilhões e deverá estar concluído até o fim de 2026. Todo o portfólio da empresa soma R$ 11 bilhões em investimentos.

As duas novas UTEs no Amazonas terão capacidade instalada de 950 MW de geração de energia elétrica, o que equivale ao abastecimento de 1 milhão de residências — o suficiente para atender todo o estado, segundo a Eneva.

As unidades irão consolidar o modelo R2W (Reservoir-to-Wire), aplicado com êxito e de forma pioneira na Bacia do Parnaíba (Maranhão), onde a Eneva está presente há mais de dez anos. A estratégia consiste em implantar usinas próximas à produção de gás natural, com ganhos de eficiência e menor custo.

“Nosso desafio estratégico era termos um projeto termelétrico a gás no Amazonas, do porte de 1 GW de capacidade, até 2030. Realizamos isso já em 2022, com o nascimento do Complexo Azulão 950, o que mostra que o Estado e o Norte como um todo são prioridade para a Eneva. O momento agora é de executar o projeto e seguir desenvolvendo soluções integradas para a região, visando trazer mais desenvolvimento para o interior do Estado e contribuindo para a substituição de combustíveis mais poluentes na geração de energia na região”, afirma o CEO Lino Cançado.


De 2017 a 2022, a Eneva investiu, em todo o país, R$ 8,4 bilhões em aquisições e expansão de suas operações – o que faz com que os investimentos da companhia possam chegar a R$ 20 bilhões de 2017 a 2030.

Novos recursos e reservas

Presente no Amazonas há cinco anos, a Eneva já realiza comercialmente a exploração e produção do gás natural no Campo do Azulão para abastecer a UTE Jaguatirica II em Roraima, responsável por cerca de 70% do suprimento elétrico do Sistema Isolado da capital do Estado. O gás é liquefeito em Azulão e transportado por carretas por 1.100 km para Boa Vista (RR), onde é regaseificado e utilizado para a geração termelétrica – o que reduziu em 30% as emissões de carbono ao substituir o óleo diesel, chegando a evitar 155 mil toneladas de CO2 equivalente pela energia gerada em 2022.

Para a nova demanda e a já existente, a Eneva realiza a perfuração de novos 16 poços de exploração e produção de gás natural neste e no próximo ano no Campo de Azulão. A companhia estuda também soluções para disponibilizar o gás natural para indústrias locais ou mesmo usá-lo nas chamadas Livres Propostas de Interesse, focadas na geração de energia para outros Sistemas Isolados. Em todos os casos, o produto substitui combustíveis mais caros e que emitem mais gases do efeito estufa, contribuindo para a transição energética brasileira.

A campanha exploratória da Eneva no Campo do Azulão já gerou resultados: de 2021 para 2022, foi registrado crescimento das reservas P2 (prováveis e provadas) da ordem de 102%, chegando a 14,4 bcm (bilhões de metros cúbicos).

Da Redação, com informações da Eneva

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