Com a retomada das discussões sobre reforma tributária e o risco à competitividade da Zona Franca de Manaus novamente em pauta, o governador Wilson Lima tem reafirmado a defesa do modelo aliada ao desenvolvimento de novas matrizes econômicas. Ele vê como promissores os segmentos de gás natural, turismo e a bioeconomia.
“Não abrimos mão da Zona Franca de Manaus e a defesa do modelo e dos milhares de empregos gerados continua sendo prioridade. Mas estamos avançando como nunca para criar as condições necessárias para desenvolver novas matrizes econômicas, o que deixou de ser apenas discurso, como foi em governos passados”, frisou Wilson, ao se referir a investimentos que já estão em curso.
Gás natural
Entre as novas matrizes, está a do gás natural que, segundo o governador, está em expansão depois que o Governo do Estado aprovou, em 2021, um novo marco regulatório (Lei nº 5.420) para o serviço de distribuição e comercialização de gás natural no estado.
Os investimentos da empresa integrada de energia Eneva no campo de gás natural Azulão, no município de Silves, e da Companhia de Gás do Amazonas (Cigás) abrem perspectivas de ampliação de novos negócios no setor.
Novas térmicas
A Eneva destinou R$ 1,9 bilhão para iniciar a produção de gás natural em Silves, que abastece usina termelétrica (UTE) em Roraima, e já anunciou mais R$ 5,8 bilhões para implantação de três UTEs movidas a gás no Amazonas, com capacidade instalada de mais de 880 MW.
A estimativa é de que as novas térmicas entre em operação em até quatro anos. A instalação deve gerar 2.500 empregos diretos e cerca de seis mil indiretos.
Para o governador, a ampliação da oferta de energia limpa e mais barata vai atrair novos investimentos e fortalecer cadeias produtivas existentes no estado, como o polo cerâmico, além de ampliar a frota de veículos movidos a gás.
Wilson também anunciou, em fevereiro, R$ 45,1 milhões para expandir o mercado de gás natural no estado, com a ampliação da rede de gasodutos. Os investimentos, por meio da Cigás, são para ampliar a oferta de gás natural para segmentos termelétrico, industrial, veicular, comercial e redisdencial.
Turismo
Outra aposta do governador é o fomento ao turismo e, nesta direção, ele destaca a ampliação da malha aérea para o Amazonas e investimentos em infraestrutura, como a melhoria de aeroportos de nove municípios do estado com aportes de cerca de R$ 60 milhões, e da estrutura de cidades turísticas, como Novo Airão e Parintins.
Em relação à malha aérea, Wilson destaca o início recente da oferta de voos para o Panamá, Miami, Fort Lauderdale e Bogotá, além seis municípios do interior que passaram a contar com voos comerciais que fazem ligação com a capital.
Bioeconomia
A regulamentação da Política Estadual de Serviços Ambientais, em 2021, coloca a bioeconomia como promissora, segundo Wilson Lima.
“Com esse novo marco, o Amazonas passou a contar com uma normativa específica para monetizar o estoque de carbono e outros serviços ambientais da floresta”, ressaltou.
A expectativa é captar recursos com a transação de créditos de carbono provenientes de unidades de conservação estaduais. Em 2022, Wilson assinou o primeiro decreto estabelecendo cotas e a alocação de créditos de carbono disponíveis para venda, totalizando um estoque de mais de 809 milhões de toneladas, com potencial de captação que vai de US$ 1,6 bilhão a US$ 2,4 bilhões.
Benefícios às comunidades
Para o governador, o mercado de carbono é uma das iniciativas para captação de recursos que serão destinados, principalmente, às comunidades que vivem nas UCs onde os créditos foram gerados e também em atividades econômicas de baixo impacto ambiental.
Os recursos também poderão financiar programas de Pagamento por Serviços Ambientais (PSA), como o Guardiões da Floresta, antigo Bolsa Floresta.
Da Redação
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