Neste 28 de fevereiro de 2023, a Suframa e o modelo Zona Franca de Manaus (ZFM) completam 56 anos. A data celebra a publicação do Decreto Lei nº 288/1967, instituindo a Autarquia e reformulando as diretrizes, objetivos e bases da ZFM, criada inicialmente para operar como Porto Livre.
A fixação de indústrias em Manaus trouxe benefícios econômicos e sociais e também é responsável pela proteção dos recursos naturais, tornando o Amazonas o estado com a cobertura florestal 97% preservada.
“São quase seis décadas de desafios e conquistas que consolidaram um dos mais exitosos projetos de Estado, voltado para a redução de desigualdades regionais e indução da sustentabilidade”, salienta o superintendente interino, Marcelo Pereira.
Ao longo de sua história, a ZFM passou por vários momentos de crises e superações, até chegar à atual condição de abrigar um dos principais parques industriais do País, que hoje conta com aproximadamente 500 empresas instaladas, fatura mais de R$ 160 bilhões e gera cerca de meio milhão de empregos, entre diretos e indiretos.
Responsável por um dos maiores PIBs da indústria brasileira, a ZFM fabrica produtos que fazem parte do dia a dia de todos os brasileiros, entre eles, tablets, smartphones, videogames, televisores, notebooks, motocicletas, canetas esferográficas e barbeadores.
Cerca de 95% da produção do PIM é destinada a abastecer o mercado nacional. Apesar disso, o órgão perdeu autonomia para aplicação de recursos. Empresários também destacam o desprestígio da Suframa nos últimos governos, que rebaixaram o órgão.
“A Suframa trás um retorno econômico e social para o Amazonas e para os demais estados da região. Isso só não é melhor porque a Suframa, ao longo dos anos, vem perdendo autonomia e representatividade e os recursos empregados aqui, que deveriam ser administrados pela Suframa para oportunizar o desenvolvimento, já não ficam aqui. Ao órgão, cabe apenas o papel de fiscalização, não o de desenvolvimento”, assevera o empresário Wilson Périco, 2º vice-presidente da Federação das Indústrias do Amazonas (FIEAM).
Périco ressalta o quadro técnico da autarquia e diz que a expectativa é por um resgate da autonomia.
“A Suframa tem sido tratada com muito menosprezo por parte dos últimos governos. Já foi o órgão mais importante da região norte e hoje responde à secretaria de um ministério. Isso tudo trás dificuldades, mas a Suframa conta com um quadro de servidores que conhecem o modelo e fazem um ótimo serviço para o cumprimento dos projetos de investimentos. Poderia fazer mais se tivesse o tratamento do tamanho da autarquia que é”, pondera.
Por ter etapas de industrialização regulamentadas por Processo Produtivo Básico (PPB), o PIM hoje conta com cadeia produtiva adensada e é responsável pela fabricação de produtos com alto valor agregado.
Da Redação