quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Plantas medicinais são base de estudos para identificar novos fármacos

Plantas populares como o pobre velho, escada de jaboti e mucuracaá estão entre as espécies estudadas com o interesse de transformá-las em fitoterápicos futuramente.
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(Foto: Elzalina Ribeiro Soares/acervo pessoal)

Uma pesquisa que integra o programa “Mulheres na Ciência”, da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam) está realizando estudo sobre saberes amazônicos relacionados ao conhecimento medicinal popular, com foco em plantas medicinais. O projeto foi contemplado pelo edital Nº 001/2021

O estudo é baseado na identificação de novos fármacos, adquiridos a partir da experiência popular e na documentação desse conhecimento para garantir que esses saberes não se percam com o tempo. O trabalho está sendo desenvolvido no Centro de Estudos Superiores de Tefé da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), no Centro de Biotecnologia da Amazônia (CBA) e na Universidade Federal do Amazonas (Ufam).

Entre as espécies de plantas analisadas pela pesquisa, estão: Costus spicatus, popularmente conhecida como “pobre velho”, muito usada no tratamento de infecção urinária e para qualquer tipo de inflamação; a Bauhinia rutilans Spruce, conhecida como “escada de jaboti”, no tratamento de verminose; e Petiveria alliacea, comumente chamada de “mucuracaá”, o chá das folhas é usado no tratamento de infecção, dores nas costas, rim, gastrite e gripe.

Resultados esperados

A partir do isolamento e caracterização das substâncias encontradas nessas plantas, a pesquisa vem como um passo inicial para futuramente serem utilizadas para o desenvolvimento de fitoterápicos.

Após a conclusão, o estudo ficará à disposição no Centro de Estudos Superiores de Tefé da UEA, e também será divulgado nas feiras do município, eventos científicos da UEA e em artigos científicos. 

Da Redação, com informações da Fapeam

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