Nesta segunda-feira (6), após a abertura dos trabalhos legislativos a disputa pelas principais comissões parlamentares da Câmara Municipal de Manaus (CMM) acendeu um clima de rivalidade entre os parlamentares da base aliada do prefeito David Almeida (Avante) frente ao grupo que elegeu o presidente da casa, o vereador Caio André (PSC).
O vereador Rodrigo Guedes (PSC) disse que se não houver um diálogo o grupo do presidente será maioria nas comissões mais importantes. “Nós estamos procurando um acordo para evitar uma guerra na disputa pelas comissões, o clima não está tão beligerante. Se nós formos para as eleições, sem acordo, nosso grupo vai levar 95% das comissões”, vangloriou-se Guedes, após a leitura da mensagem governamental pelo prefeito David Almeida.
Para o veterano Marcel Alexandre (Avante) a base do prefeito também é minoria na casa, porém, o presidente Caio André tende por adotar a estratégia 11 X 11, de modo que metade das comissões sejam presididas pela base aliada do prefeito e a outra parcela tenha o comando ‘pró-Caio’. “Essa é uma das poucas situações que eu conheço na história da Câmara, há 16 anos que estou aqui, e nunca vi uma encruzilhada dessa”, disse Marcel.
O presidente Caio André evitou comentar sobre a disputa para as comissões, durante a abertura do ano legislativo, e se limitou a dizer que a composição delas deve ser definida somente nesta terça-feira (07).
Apesar disso, alguns nomes foram bastante citados para presidir as principais comissões. Ao todo, a CMM possui 24 comissões, com presidentes, vices e membros.
A vereadora Thaysa Lippy (Progressistas) é quase consenso na opinião de muitos vereadores quando se trata da Comissão de Constituição e Justiça – CCJ. Já a vereadora Jacqueline (União Brasil) deve assumir a titularidade da Comissão de Educação, da qual ela é atualmente vice.
Para a Comissão de Economia e Finanças, o nome mais cotado é do vereador Diego Afonso (União Brasil) e para a Comissão de Saúde, Marcelo Serafim (Avante).
Felipe Nascimento, do RealTime1