Em levantamento feito pela Confederação Nacional do Transporte (CNT), a rodovia federal BR-174, que liga Manaus (AM) a Boa Vista (RR); lidera com 239 trechos de difícil trafegabilidade causados por buraco, erosão, queda de barreira, ponte estreita e ponte caída.
Na área que corresponde ao Amazonas, a BR-174 tem 143 pontos críticos ou seja, 59,84% em território amazonense.
No ranking por Estado, o Amazonas figura como o terceiro da lista com mais pontos críticos de um total de 259 em rodovias.
Confira o ranking de pontos críticos das rodovias federais do Amazonas
- BR-174 – 143 pontos críticos – 55,2%;
- BR-319 – 12 pontos críticos – 4,6%;
- BR-317 – 5 pontos críticos – 1,9%;
- BR-230 – 1 ponto crítico – 0,4%.
83,4% (216) dos pontos críticos são buracos grande, 13,9% (36) são de erosão na pista e 2,7% (7) são queda de barreira.
A sinalização dessa ocorrências é inexistente em 91,9% (238) pontos críticos e deficiente em 8,1% (21).
BR-174
O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) anunciou em fevereiro do ano passado já possuir recursos para a realização de obras de recuperação da BR-174, mas relatou dificuldades na prestação dos serviços por conta do grande volume de chuvas na região.
Apesar disso, o órgão federal diz que deu início a realização das obras, mas não informa quais quilômetros estão recebendo melhorias na pavimentação e sinalização.
O trecho da rodovia desde a divisa entre os estados de Roraima e Amazonas até o município de Presidente Figueiredo (a 107 km de Manaus) está cheios de pontos críticos, o que gera prejuízos aos motoristas com danos materiais aos veículos e também aumenta a demora no tempo de viagem – que antes era de 11 horas e agora chega a ser de até 18 horas.
Conforme o Sindicato dos Caminhoneiros, Carreteiros e Transportadores de Bens do Amazonas (SINDCCACEAM), os piores trechos da rodovia compreendem a extensão de cerca de 400 quilômetros, entre Presidente Figueiredo e a Vila do Jundiá, em Roraima; e ainda, a área da reserva indígena Waimiri-Atroari, que ocupa cerca de 123 quilômetros dos 721 que separam Boa Vista de Manaus.
Texto: Isac Sharlon
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