O presidente Luiz Inácio Inácio Lula da Silva (PT) teve uma conversa por telefone nesta segunda-feira (9) com seu homólogo americano, Joe Biden.
A ligação ocorreu um dia depois de golpistas apoiadores de Jair Bolsonaro (PL) terem promovido ataques à democracia, invadindo as sedes dos Três Poderes e deixando um rastro de vandalismo e destruição em Brasília.
No telefonema, Biden reforçou o convite a Lula para uma visita a Washington, o que foi aceito pelo petista.
A viagem, segundo comunicado da Casa Branca, deve ocorrer no começo de fevereiro.
O presidente americano reforçou declarações que havia dado logo após os ataques bolsonaristas.
“[Biden] transmitiu o apoio inabalável dos EUA à democracia do Brasil e ao livre arbítrio do povo brasileiro, conforme expresso nas recentes eleições presidenciais vencidas pelo presidente Lula”, informou a Casa Branca.
O apoio de Biden ganha relevância em meio às discussões nos EUA sobre o status do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que está na Flórida desde o dia 30 de dezembro do ano passado.
Em um país ainda traumatizado com a invasão do Capitólio por apoiadores do então presidente Donald Trump, exatos dois anos atrás, congressistas democratas passaram a exercer uma pressão sobre o governo pedindo a expulsão do político brasileiro de extrema direita do país.
Lula recebeu ligações de outras autoridades internacionais
Também nesta segunda, Lula recebeu ligações do ex-presidente dos EUA Bill Clinton e do primeiro-ministro português, António Costa. Os telefonemas já estavam marcados desde antes dos ataques de domingo em Brasília, mas foram esses episódios que dominaram o diálogo.
De acordo com interlocutores, os dois políticos prestaram solidariedade ao petista. No próprio domingo, o presidente português, Marcelo Rebelo de Sousa, também havia telefonado a Lula para demonstrar apoio.
Da Redação, com informações de Marianna Holanda, Renato Machado, Victoria Azevedo e Renato Machado (FolhaPress)
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