A comitiva do Amazonas desembarcou nesta segunda-feira (14) na Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas de 2022 (COP-27), no Egito.
A primeira participação foi no painel “REDD+ no Amazonas: Sustentabilidade e Garantia dos Direitos dos Povos Tradicionais”. O debate ocorreu no espaço Hub Amazônia, dentro do Centro Internacional de Convenções Sharm El-Sheikh.
Representando o Governo do Amazonas está o secretário de meio ambiente, Eduardo Taveira. Além dele, o defensor-público geral, Rodrigo Paiva e o conselheiro do Tribunal de Contas do Estado, Júlio Pinheiro integram o grupo.
Além do ingresso pioneiro no mercado de carbono, o Amazonas participará de encontros bilaterais sobre a retomada do Fundo Amazônia, com representantes da Alemanha, Noruega e Egito, interessados em cooperação, além de duas empresas europeias.
O Estado também vai assinar um memorando de entendimento com a Coalizão Leaf, sigla em inglês para “Reduzindo Emissões pela Aceleração do Financiamento Florestal”, uma iniciativa para impulsionar as negociações dos créditos de carbono, uma vez que credencia o estado para negociar os padrões mais altos.
Outras agendas
O Amazonas também aproveitará a reunião para buscar parcerias para a execução do projeto Guardiões da Floresta, que atende mais de 14 mil famílias em 28 Unidades de Conservação.
Outro ítem importante da agenda do Amazonas na COP-27 é a concessão de parques estaduais para exploração turística sustentável pela iniciativa privada, como o Parque Estadual Rio Negro, em Novo Airão, e o Parque Sumaúma, em Manaus.
A concessão de florestas também estará em pauta, como oportunidade de aumentar o valor agregado da madeira legal, por meio do manejo sustentável, gerando renda para populações tradicionais.
Neste momento, a proposta é trabalhar com a Floresta Estadual de Maués que, só em royalties, pode gerar algo em torno R$ 6 milhões por mês ao Estado.
Da redação com informações de assessoria
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