Nesta sexta-feira (28), Jair Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ficarão frente a frente pela última vez antes do segundo turno. O encontro entre os candidatos ocorrerá no debate promovido pela TV Globo, a partir das 20h30 (hora de Manaus) e será mediado pelo jornalista William Bonner.
Com uma margem pequena de diferença, segundo as últimas pesquisas eleitorais, os candidatos terão a última oportunidade de conquistar votos de indecisos e de tentar aumentar a rejeição ao adversário.
Por isso, as campanhas dos dois candidatos preparam as estratégias dos candidatos para o debate.
A equipe de Lula avalia que há pontos a serem melhorados em relação a dois pontos que pesaram contra o petista nos outros debates: a administração do tempo e a apresentação de respostas quando questionado sobre corrupção.
O ex-presidente deve ainda falar com a população sobre economia e o salário mínimo, fazendo críticas ao governo Bolsonaro.
Caso Roberto Jefferson é preocupação
Já o QG de Bolsonaro entende que o debate desta sexta-feira é crucial e decisivo na disputa com o petista. Bolsonaro deverá fazer o possível para se desvincular do ex-deputado Roberto Jefferson, assunto que pode vir à tona.
Bolsonaro também deve reafirmar que o salário mínimo terá reajuste acima da inflação, que não tem intenção de congelar aposentadorias e que não acabará com as deduções de despesas de saúde e educação no Imposto de Renda, pontos que impactaram negativamente a campanha do presidente.
Na tentativa de desestabilizar o petista, Bolsonaro convidou Sérgio Moro para acompanhá-lo no debates desta sexta-feira.
Em contrapartida, como antídoto à presença do ex-juiz, Lula pode levar para o estúdio, o deputado federal André Janones, que os próprios bolsonaristas entendem como presença incômoda.
Assim como no debate da Band, Bolsonaro e Lula poderão circular livremente pelo palco, mas desta vez não poderão se tocar, como aconteceu no último confronto entre eles.
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