O núcleo duro da campanha do presidente Jair Bolsonaro (PL) sabe das dificuldades criadas pelo aliado, o ex-deputado federal Roberto Jefferson (PTB-RJ), ao atacar a ministra do STF, Carmen Lúcia, e disparar tiros de fuzil e granadas conta agentes da Polícia Federal.
Tanto que a estratégia inicial é a de reiterar as criticas ao agora ex-aliado, além de manter-se afastado dele.
Nas hostes bolsonaristas, a ordem é buscar um fato novo que seja capaz de reverter os prejuízos dos atos de Jefferson e, assim, minimizar o seu impacto na imprensa e redes sociais.
Atualmente, as apostas da campanha do presidente se mantêm em Minas Gerais, ainda com ajuda do governador reeleito, Romeu Zema (Novo), e na Bahia, onde será feito um último esforço de aproximação com ACM Neto.
Mas o interior de São Paulo e Rio também estão na mira, enquanto Michelle e as mulheres vão à Região Sul.
O momento da campanha é do tudo ou nada e de seguir nos ataques aos que chamam de “exageros” do Tribunal Superior Eleitoral.
Agenda propositiva
O lançamento do plano de campanha de Bolsonaro de um pacote de 22 medidas a serem adotadas, caso seja reeleito, acabou prejudicado, mas ainda deverá ocorrer até a próxima quinta-feira (27).
Trata-se de uma estratégia para criar um fato novo e provocar a campanha de Lula (PT) já que os programas apresentados pelos dois candidatos, até então, foram bem genéricos.
O presidente quer aproveitar esse pacote para mostrar uma reação com propostas reais a temas que receberam críticas ou que não constavam do projeto inicial.
Com isso, reforçaria, por exemplo, a garantia do aumento real do salário-mínimo e dos servidores públicos, bandeiras tradicionais do PT.
Da Redação
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