A equipe do presidente Jair Bolsonaro (PL) aposta no auxílio de prefeitos e em entrevistas a rádios locais para dar ainda mais capilaridade à campanha na semana que antecede o segundo turno.
O chefe do Executivo permanece em segundo lugar nas principais pesquisas de intenção de voto, mas levantamentos recentes têm apontado um encurtamento da distância para o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em fatias importantes do eleitorado.
Na Bahia, ele deve participar de agendas ao lado do ex-ministro da Cidadania João Roma (Republicanos) nos municípios de Guanambi e Barreiras.
A ofensiva sobre os eleitores nordestinos será a de reforçar as bandeiras de programas sociais, em especial o Auxílio Brasil de R$ 600. No último Datafolha, o presidente conseguiu oscilar positivamente no Nordeste.
A estratégia de Bolsonaro na única região do país em que Lula marca ampla vantagem é focar as classes C e D. Uma das ideias é intensificar o impulsionamento de conteúdos nas redes sociais direcionados para estas classes. As peças tratam dos benefícios sociais e da transposição do rio São Francisco.
Há uma preocupação entre aliados do presidente de que a medida do Supremo Tribunal Federal (STF) de liberar o oferecimento de transporte público gratuito no dia da eleição possa favorecer Lula no Nordeste.
Entre as várias ações para esta reta final, estrategistas da campanha de Bolsonaro já estão trabalhando nos temas do último debate das eleições, na sexta-feira (28), na Rede Globo. O encontro é visto como fundamental para que Bolsonaro consiga confirmar uma possível virada da eleição sobre Lula.
A campanha do presidente aposta que, além da grande audiência da transmissão, o debate irá gerar forte engajamento nas redes sociais.
Para isso, apesar de planejar adotar um tom mais propositivo, novos ataques contra o petista estão sobre a mesa. A avaliação é que é preciso ampliar ainda mais o desgaste de Lula nos últimos dias de eleição para manter aceso o sentimento antipetista –um dos motores da campanha bolsonarista.
Texto: Marianna Holnada e Matheus Teixeira (FolhaPress)
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