quinta-feira, 5 de novembro de 2026

Mais de 70 cidades têm atos contra cortes na verba da educação

O ministro da Educação chegou a negar o bloqueio e acusou as instituições de motivação política nas queixas. Mas depois anunciou o desbloqueio em razão da pressão política.
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Ao menos 73 cidades registraram nesta terça-feira (18) manifestações contra cortes do governo Jair Bolsonaro (PL) no orçamento da educação. Os atos foram chamados por entidades estudantis, com adesão de trabalhadores da educação, segundo os organizadores.

Em São Paulo, estudantes de universidades públicas se reuniram na avenida Paulista, na região central da cidade.

O presidente, chamado pelos participantes de “inimigo da educação” e “fascista”, foi o principal alvo do protesto, que começou no Masp às 17h e terminou na praça Roosevelt.

Cartazes contra Bolsonaro eram maioria, e também havia alguns com pedidos de voto nos candidatos petistas Lula e Haddad, que disputam a presidência da República e o governo paulista.

Sob Bolsonaro, os recursos da educação sofrem reduções sistemáticas. No início do mês, o governo bloqueou recursos com impacto nas contas de institutos e universidades federais, que, por sua vez, se posicionaram contra a situação descrita como insustentável para a manutenção das atividades.

O ministro da Educação, Victor Godoy Veiga, chegou a negar o bloqueio e acusou as instituições de motivação política nas queixas. Dias depois, no entanto, anunciou o desbloqueio em razão da pressão política nas vésperas do segundo turno em que Bolsonaro concorre com o ex-presidente Lula.

As entidades estudantis chamaram os atos antes do recuo do MEC e mantiveram a mobilização “em defesa da educação e contra o orçamento secreto”. Encabeçaram os protestos entidades como a UNE, UBES (União Brasileira dos Estudantes Secundaristas) e ANPG (Associação Nacional de Pós-Graduandos).

Segundo contabilização do movimento estudantil, foram registradas ao longo do dia manifestações em cidades de 19 estados e no Distrito Federal. Em vários locais havia faixas contra a reeleição de Bolsonaro e de apoio a Lula.

Texto: FolhaPress

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