quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Justiça eleitoral do AM suspende pesquisa e decisão é considerada equivocada

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Pesquisa realizada pela Quaest Pesquisas, Consultorias e Projetos no Amazonas e prevista para divulgação nesta quinta-feira (13) foi suspensa pela Justiça Eleitoral do Amazonas após recurso da coligação “Em Defesa da Vida”, do candidato ao Governo, Eduardo Braga (MDB).

decisão do juiz, Luis Felipe Avelino Medina, é considerada como “equivocada e inconsistente” por especialistas ouvidos pelo RealTime1. Segundo eles, o juiz, por não ser “perito” em pesquisas, teria sido induzido ao erro.

A coligação sustenta que o questionário aplicado violou o sigilo do voto dos entrevistados, ao indagar em qual candidato eles votaram no primeiro turno.

Outra alegação da coligação foi sobre o plano amostral no que tange à renda dos entrevistados e que não estaria respeitando a suposta base de dados utilizadas.

Segundo os especialistas, se não há como reconhecer a identidade das pessoas entrevistadas, não há violação do sigilo do voto.

Independente disso, a maioria das sondagens eleitorais realizadas com vistas ao segundo turno questionam o eleitor sobre em quem votou no turno anterior para observar se há deslocamento de votos entre candidatos para entender o cenário do momento atual.

Além disso, segundo eles, no que se refere à aglutinação de faixas de amostragens, não há na legislação empecilho para isso, desde que seja respeitada a proporcionalidade das mesmas. “As empresas de pesquisas são livres para escolher a melhor maneira de utilizar a base de dados do TSE”, explicam.

“Nos últimos 20 anos, não se tem notícias de algum juiz ter deferido solicitações nesse sentido”, garantem.

O juiz Felipe Medina acolheu as denúncias e, observando a possibilidade de periculum in mora, suspendeu a veiculação da pesquisa, até o julgamento final do mérito, sob pena de multa de R$ 10 mil, em caso de descumprimento.

A pesquisa Quaest foi registrada no dia 7 de outubro com o nº AM-05484/2022 e foi encomendada pela 7 Comunicação, pelo valor de R$ 170 mil para entrevistar 1.200 eleitores residentes no Amazonas.

Os sócios da 7 Comunicação são Antônio Fernandes Barros Lima Júnir (99% de participação) e Antônio Fernandes Barros Lima Neto (1%).

Texto: Emerson Medina

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