quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Na onda bolsonarista, Alberto Neto reproduz fake news contra Lula

O candidato usou boné com a sigla CPX, abreviação para complexo, que são as comunidades no RJ, mas bolsonaristas distorceram para associar o petista ao tráfico.
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alberto neto
O deputado federal Alberto Neto, que teve a segunda maior votação do Amazonas para Câmara, já foi condenado por divulgar fake news (Foto: Reprodução)

Campeão de votos nas duas últimas eleições – tendo ficado neste pleito na segunda colocação com 147.846 mil votos, o deputado federal reeleito, Alberto Neto (PL), reproduziu nas redes sociais a mais recente fake news contra o ex-presidente Lula (PT), nesta quinta-feira (13).

A sigla ‘CPX’, abreviação de “complexo” – como são chamados os conjuntos de favelas cariocas, no boné que Lula usou em ato de campanha no Rio de Janeiro, tem sido distorcida e disseminada pelos apoiadores de Jair Bolsonaro (PL).

Bolsonaristas tentam associar o petista ao tráfico. A sigla, porém, é usada pelos moradores, pela polícia e pelo governo, inclusive consta na Lei de Diretrizes Orçamentária (LDO) para 2023.

Na publicação, é feita é uma montagem de duas imagens. Na primeira, Bolsonaro, em oposição a Lula, usa um boné com a sigla PRF, abreviação de Polícia Rodoviária Federal, ao visitar o Santuário Nacional de Aparecida, na última quarta-feira (12).

A segunda montagem diz que Lula visitou o “QG do Complexo do Alemão” e tenta induzir que o acrônimo CPX no boné do candidato significaria “cupinxa”, ou seja, parceiro de crime”.

A grafia correta do termo cupincha, no entanto, é com “ch” e tem como definição “indivíduo com quem se tem amizade, companheirismo; camarada”.

Diante da repercussão da fake news, o fundador do Voz das Comunidades, Rene Silva, e artistas cariocas se pronunciaram sobre a polêmica. Para Rene, o ataque é “criminoso”.

Reincidente em desinformação

Na onda bolsonarista, Alberto Neto divulgou a fake news com o mesmo tom de outros parlamentares que apoiam o presidente, como a deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

Alberto Neto, que também conta com forte presença nas redes sociais, é reincidente na propaganda de desinformação. Em julho deste ano, ele fez uma publicação induzindo os seguidores a acreditar que Bolsonaro criou o Pix.

O deputado foi condenado neste ano a pagar uma indenização de R$ 10 mil pela divulgação de fake news contra a mãe de uma das vítimas da Chacina do Jacarezinho, ocorrida em maio de 2021.

O Realtime1 entrou em contato com a assessoria de Alberto Neto e não teve retorno até a publicação desta reportagem. Caso haja resposta, a matéria será atualizada.

Da redação

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