terça-feira, 29 de setembro de 2026

Bolsonaro fica isolado no Círio de Nazaré após críticas da igreja

O prefeito de Belém criticou o que chamou de tentativa do presidente de usar a festa religiosa como palanque político. O Planalto diz que Bolsonaro foi como chefe de Estado.
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Bolsonaro

O presidente Jair Bolsonaro (PL), candidato à reeleição, e as deputadas federais Carla Zambelli (PL-SP) e Bia Kicis (PL-DF) estiveram neste sábado (8) a bordo da Corveta da Marinha Garnier Sampaio, embarcação que leva a Imagem Peregrina de Nossa Senhora de Nazaré, e ficaram isolados no Círio Fluvial, em Belém.

Bolsonaro embarcou no navio por volta das 6h30 e foi direto para a sala de comando –não chegou a se aproximar, em nenhum momento, da padroeira dos paraenses.

Após recados críticos no dia anterior da própria Arquidiocese de Belém, que disse não ter convidado o presidente e criticou qualquer uso político do evento, Bolsonaro deixou o local sem discursar.

Palanque político em festa religiosa

O prefeito de Belém, Edmilson Rodrigues (PSOL), criticou o que chamou de tentativa de Bolsonaro de usar a festa religiosa como palanque político.

“Recebi com profundíssima indignação a tentativa do uso político da maior demonstração de fé do povo paraense. A fé não pode ser sequestrada por uma candidatura à Presidência. Aliás, de um candidato que sequer é católico”, afirmou, apesar de Bolsonaro se declarar católico.

Lula justificou ausência

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi convidado pelo governador do Pará, Helder Barbalho (MDB), para participar do Círio neste ano, mas recusou o convite.

“Eu não gosto de fazer nenhum gesto que possa parecer que eu estou utilizando a religião para fazer política. Uma das coisas que eu tinha vontade de ver há muito tempo é o Círio de Nazaré, mas eu não vou porque é um ano de eleição”, disse Lula.

Da Redação, com informações de Timóteo Lopes (FolhaPress)

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