quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Lira critica pesquisas, mas descarta abrir CPI para investigar institutos

Lira criticou as pesquisas eleitorais, em especial, por não chegarem perto do resultado do presidente Jair Bolsonaro, que obteve 43,2 % dos votos na apuração do 1º turno.
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Arthur Lira defende regulação das pesquisas eleitorais por parte do Congresso (Foto: Divulgação/Câmara dos Deputados)
Arthur Lira defende regulação das pesquisas eleitorais por parte do Congresso (Foto: Divulgação/Câmara dos Deputados)

O presidente da Câmara dos Deputados, o parlamentar reeleito Arthur Lira (PP-AL), criticou nesta segunda-feira (3) as pesquisas eleitorais que deram resultados diferentes que os da apuração, mas descartou abrir uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) sobre o tema.

“A gente tem sofrido pressão para instalação de CPIs, mas penso que não é o caso. Temos que discutir uma boa legislação para empresa de pesquisas e divulgação delas, para que a gente não tenha essas disparidades”, afirmou em entrevista à Globo News. “A população clama por isso, se angustia, e cabe ao Congresso regular essas matérias”, acrescentou Lira.

Mais cedo, Eduardo Bolsonaro (PL-SP), deputado federal reeleito e filho do presidente Jair Bolsonaro (PL), disse que começaria a coletar assinaturas para abrir uma comissão para investigar os institutos de pesquisa ainda nesta semana.

Outra proposta nesse tema foi a do líder do governo na Câmara, Ricardo Barros (PP-PR), que anunciou que vai apresentar um projeto de lei para criminalizar o erro nas pesquisas.

Nas últimas pesquisas presidenciais do Datafolha, do Ipec e da Quaest até o sábado, dia 1º, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tinha de 49% a 51% das intenções de votos válidos, ou seja, excluindo brancos e nulos.

Pela margem de erro, que é de dois pontos percentuais nos três estudos, o petista podia ter de 47% a 53% nas urnas no domingo. Lula obteve 48,43%, portanto dentro da margem de erro.

O desempenho do presidente Jair Bolsonaro (PL), porém, não foi previsto pelas sondagens. Os últimos levantamentos dos três institutos variavam de 36% e 39% das intenções, mas o atual presidente obteve 43,2% dos votos.

Texto: Folhapress

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