O descarte de ‘santinhos’ por cabos eleitorais próximo às seções no dia da eleição é uma ação que tem a digital dos candidatos.
Na avaliação do advogado e cientista político Helso Ribeiro, os candidatos não assumem a autoria, mas “a orientação é clara”.
“Se for pego, o candidato vai dizer que não sabia, que falou o contrário. Mas os cabos eleitorais fazem, normalmente, o que o seu mestre mandar”, avalia o advogado.
Helso lembra que os santinhos geralmente são jogados nos locais de votação ainda na madrugada do dia da eleição, que ocorre neste domingo (2). A prática é um crime eleitoral que, para ele, tem quer ser coibida pelo Ministro Público Eleitoral (MPE).
“É crime. Além disso, gera multa para o candidato. Adoraria que todos [os candidatos] tivessem um pacto contra essa prática”, continua o advogado.
Helso destaca ainda que, hoje, mesmo com o sucesso das redes sociais nas campanhas eleitorais, onde o candidato pode interagir diretamente com os eleitores, há ainda determinado público para quem os ‘santinhos’ ainda tenham efetividade.
“O santinho pode servir como uma ‘cola’ para anotar o número dos candidatos no próprio papel. E por isso não deixa de ter essa utilidade para o eleitor”, adiciona o cientista político.
Texto: Jefferson Ramos
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