Representantes da sociedade civil, juristas, delegados e sindicalistas pressionam o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) a determinar o fechamento de clubes de tiro durante o primeiro turno das eleições, marcado para o próximo domingo (2).
As sugestões têm sido levadas diretamente ao ministro Alexandre de Moraes, presidente da Corte, que sinaliza a intenção de discutir a proposta no tribunal.
Os presidentes das centrais sindicais discutirão a proposta com Moraes em reunião marcada para esta tarde no TSE. A entidade alega que o risco elevado de violência política durante a eleição torna necessária o fechamento dos clubes de tiro, mesma justificativa que levou o TSE a vetar o proibir o porte de armas por cidadãos no primeiro turno.
“A tensão sobre o processo eleitoral está expressa na violência perpetrada contra eleitores, algumas vezes ocorrendo assassinatos, agressão a jornalistas, aos trabalhadores dos institutos de pesquisa, aos militantes e ativistas dos candidatos da oposição”, afirmou a entidade, em nota.
Proposta semelhante foi levada ontem em reunião entre Moraes e integrantes da Comissão de Transparência Eleitoral, segundo integrantes consultados pelo UOL.
A Coalizão em Defesa do Sistema Eleitoral, que reúne mais de 200 entidades da sociedade civil, sugeriu ao ministro o fechamento dos clubes não somente no dia do primeiro turno, como também nos dois dias anteriores e as 24 horas seguintes à eleição.
Na semana passada, Moraes ouviu de delegados do Conselho Nacional de Chefes de Polícia Civil que a medida poderia contribuir para garantir mais segurança no primeiro turno, reduzindo riscos de atos de violência durante as eleições.
A todos os interlocutores, Moraes tem dado uma sinalização positiva e afirmado que a proposta está sendo analisada no TSE. O ministro, no entanto, não se comprometeu com um prazo para eventual decisão sobre o assunto.
Texto: Paulo Roberto Netto (FolhaPress)
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