quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Justiça barra 'fábrica de geração de resultados' em pesquisas no AM

Três empresas que iriam divulgar resultados nos próximos dias não incluíram o nome e a foto do candidato ao Senado, Omar Aziz como opção de voto aos eleitores entrevistados.
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O Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE-AM) suspendeu, nesta quinta-feira (22), a divulgação do resultado de três pesquisas eleitorais no Amazonas.

As empresas AR7 Pesquisa de Opinião e Consultoria Estatística (Augusto da S Rocha Eireli), LOTTS V (C. L. Monteiro) e Instituto Phoenix & Associados ( J J Coelho) apresentaram o mesmo disco com nomes e fotos de seis candidatos ao Senado aos eleitores entrevistados para as pesquisas, mas omitiram o nome e a foto do candidato ao Senado, Omar Aziz (PSD).

Confira o disco apresentado pelas três empresas:

O mesmo disco com formato, fonte e tamanho exatamente iguais consta na três pesquisas (Foto: Reprodução)

A representação da coligação “Em Defesa da Vida”, de Omar Aziz, solicitando a impugnação da divulgação das pesquisas com o argumento de que os levantamentos possuem irregularidades que comprometem a confiabilidade das mesmas, foi atendida pelos os juízes Márcio André Lopes Cavalcante e Luis Felipe Avelino Medina.

Márcio Cavalcante afirma, em uma das decisões, que a omissão é uma “irregularidade grave” “porque acarreta evidente distorção nos resultados, dada a ausência de uma das candidaturas entre aquelas apresentadas ao entrevistado”.

“Mencionada omissão (…) acarreta evidente distorção nos resultados, dada a ausência de uma das candidaturas entre aquelas apresentadas ao entrevistado”, disse Luis Felipe Avelino Medina.

Fraude sincronizada?

Especialistas consultados pelo RealTime1 disseram que o fato de as três empresas utilizarem em suas entrevistas discos exatamente iguais e omitindo o nome de um mesmo candidato não pode ser considerada uma coincidência.

Segundo eles, ao que tudo indica, mais parece ser uma “fábrica de produção de resultados”, o que pode ser considerado uma fraude sincronizada.

Para eles, mais do que suspender a divulgação dessas pesquisas, o Ministério Público Eleitoral do Amazonas deveria investigar quem está por trás e deve estar financiando os levantamento com o claro intuito de produzir resultados direcionados.

Confira a decisão da Justiça Eleitoral contra AR7 Pesquisa de Opinião e Consultoria Estatística aqui.

Confira a decisão contra C. L. Monteiro aqui.

Confira a decisão contra J J Ceolho aqui.

As empresas não tem sede em Manaus. A LOTTVS V está registrada em Boa Vista; a Instituto Phoenix & Associados, em Porto Velho, e a AR7 Pesquisa de Opinião e Consultoria Estatística fica em São Paulo.

E mais um detalhe: a empresa CL Monteiro (LOTTS V) foi aberta a menos de três meses: em 28 de julho deste ano.

O RealTime1 tentou entrar em contato com as empresas citadas na matéria, mas não obteve retorno. Tão logo seja dado um posicionamento, a matéria será atualizada.

Da redação

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