A Rede Amazônica concedeu, na manhã desta segunda-feira (19), direito de resposta de um minuto ao governador Wilson Lima (UB) para que ele pudesse se defender das acusações feitas por um de seus adversários neste pleito. A emissora realizou uma rodada de entrevistas com os candidatos ao Governo do Amazonas.
Na última sexta-feira (16), o senador Eduardo Braga (MDB) acusou o governador de saber antecipadamente da falta de oxigênio ocorrido em janeiro deste ano, durante a segunda onda de Covid-19 em Manaus. Braga disse que, mesmo assim, Wilson não teria feito nada para resolver a questão.
O governador esteve na emissora um dia antes do senador, na quinta-feira (15).
Nas entrelinhas da acusação, Braga queria colocar na conta do governador as mortes que aconteceram durante o pico da segunda onda de Covid-19, quando o sistema ficou tão pressionado que vítimas graves da doença morreram por falta de oxigênio em algumas unidades de saúde do Estado.
A concessão do direito de resposta foi decidida pelo próprio jurídico do grupo da TV, uma vez que as regras para a realização das entrevistas acordadas com todos os candidatos prevê o direito de resposta ao candidato que se sentir ofendido por declarações de outros candidatos.
O direito de resposta narrado pela campanha do governador classificou a acusação de Braga como “inverídica”, a atribuindo ao fato de o senador estar atrás de Wilson Lima nas pesquisas de intenção de voto.
“Não é verdade que o governador sabia antecipadamente sobre a falta de oxigênio no Amazonas. Assim como também não é verdade que as UTIs no interior não existem”, diz um trecho do direito de resposta.
Acompanhe a nota do direito de resposta na íntegra:
A Rede Amazônica entendeu que Eduardo Braga descumpriu regras pré-estabelecidas por esta emissora para entrevistas com candidatos ao Governo do Estado.
Por estar atrás em todas as pesquisas, inclusive na última do IPEC/Rede Amazônica, que coloca Wilson Lima na liderança com 8 pontos à frente do Amazonino, Eduardo Braga – irresponsavelmente – trouxe informações falsas sobre a gestão do atual governador do Estado.
Não é verdade que o governador sabia antecipadamente sobre a falta de oxig~enio no Amazonas, assim como também não é verdade que as UTIs no interior não existem.
Tão importante quando os documentos do Governo Federal, que comprovam as instalações de 31 UTI em Parintins, Tefé e Tabatinga é a palavra de quem já é beneficiado por elas.
Na tentativa de propagar fake news ou por falta de conhecimento, Eduardo Braga apela e ofende.
O governador Wilson Lima repudia as palavras de seu adversário e reafirma seu compromisso sempre com a verdade.
Texto: Jefferson Ramos
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