No mais rcente episódio do Podcast “OBSERVATÓRIO POLÍTICO” , os debatedores convidados destacaram o impacto nefasto das fake news e da desinformação, não apenas na política e nas eleições. Os convidados do programa desta quinta-feira (15) concordam que elas são uma ameça à democracia e até à vida das pessoas.
O programa que é uma parceria com o Portal RealTime1 é exibido nas plataformas do Comitê de Combate à Corrupção e no canal do YouTube do Portal, com mediação do presidente do Sindicato dos jornalistas no Amazonas, Wilson Reis.
Os debatedores foram o jornalista e PHD em Ciências Sociais, Wilson Nogueira, o advogado e presidente da Comissão de Direito Digital da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-AM), Aldo Evangelista e do jornalista, filósofo e professor universitário, Gerson Severo Dantas.
Wilson Nogueira destacou que apesar de as fake news virem atreladas à idea das novas tecologias de comunicação els não são necessariamente uma novidade.
“A falsa notícia, pricinpalmente na política, sempre existiu”, disse Nogueira, lembrando casos como o “Dossiê Cayman”, nos anos 1990 que acusavam o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e aliados de terem contas bancárias no paraíso fiscal das Ilhas Cayman.
Gerson Severo, alertou que o combate às fakes news não pode simplesmente ser despejado nas costas da sociedade em geral, mas que veículos de comunicação, pessoas com formação e o Estado precisam dotar o País de legislação uma que funcione, além de comprometimento com posturas éticas no trato das informações.
Gerson Severo também questionou o alcance do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que considera um tribunal diferente, mais sensível ao ambiente político.
“Eu acho muito difícil que esse tribunal decida caçar a candidatura de alguém com 60 milhões de votos”, afirmou.
O advogado Aldo Evangelista ressaltou que há várias frentes de combate à desinformção dentro do próprio site do TSE como o guia básico de enfrentamento à desinformação disponível gratuitamente, as próprias ações do Comite de Combate à Recuperação e os canais de denúncias que podem ser feitas pelos eleitores.
Ele disse ainda que desde 2018, a regulamentação da propaganda eleitora tem ficado mais abrangente no que se refere à internet e aplicativos digitais.
Confira o Podcast:
Texto: Emerson Medina
Leia Mais: