Presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Amazonas (Faea), Muni Lourenço alerta para um desafio que precisa ser superado na Amazônia: a legalização fundiária dos produtores rural da região.
Em entrevista ao RealTime1, ele explica porque esse reconhecimento de propriedade é importante para ajudar o setor a gerar emprego e renda para quase 2 milhões de amazonenses do interior.
“Legalização fundiária ainda é uma dívida histórica que os governos tem com produtores rurais”, diz Muni Lourenço, destacando que essa documentação não deve ser confundida com legalização da grilagem.
Muni Lourenço afirma que a Faea estará no Egito este ano, para tratar da Comissão Mundial do Clima a COP27, à frente da Confederação Nacional da Agricultura (CNA) levando a pauta do setor primário para a sustentabilidade.
“A cobrança de países sobre a preservação da Amazônia precisa ser revestida em recursos”, afirma Lourenço, adiantando o tom do setor na conferência mundial. Ele enfatiza que não há antagonismo entre produzir alimentos e a sustentabilidade e que o setor é contra o extremo da exploração predatória e ao mesmo tempo contra o extremo da intocabilidade da Amazônia.
Para o presieente da Faea a interiorização da economia do Amazonas é uma demanda urgente e o setor primário tem condições de responder bem aos esforços de geração de emprego e renda, uma vez que, no Estado são mais de 330 mil pessoas na atividade rural, número superior aos empregos diretos (100 mil) gerados no Polo Industrial de Manaus (PIM).
Confira a entrevista:
Texto: Emerson Medina
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