quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Polo Industrial de Manaus reduz pela metade a produção de bicicletas

Em julho, as fabricantes do PIM produziram 37.780 unidades, volume 49,5% menor que o registrado no mesmo mês de 2021, quando foram entregues 74.760 bicicletas.
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Polo Industrial de Manaus concentra quase 80% de toda a produção de bicicletas no País (Foto: Divulgação)

Com 37.780 unidades entregues em julho, a produção de bicicletas do Polo Industrial de Manaus (PIM) registrou queda em todos os cenários analisados pela Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares (Abraciclo).

De acordo com o balanço divulgado nesta segunda-feira (15) a maior retração aconteceu na comparação entre julho deste ano e o mesmo mês de 2021 – quando 74.760 bicicletas saíram das linhas de montagem de Manaus. Neste comparativo a produção caiu quase pela metade, com recuo de 49,5%.

Já na comparação com o mês imediatamente anterior (junho), quando foram produzidas 48.210 bicicletas, a queda foi de 21,6%.

Também houve perdas no acumulado de janeiro a julho. Em sete meses, as fabricantes de bicicletas instaladas na Zona Franca de Manaus (ZFM) produziram 373.524 unidades, volume 13,2% inferior na comparação com o mesmo período de 2021 (430.477 unidades).

O vice-presidente do segmento de bicicletas da Abraciclo, Cyro Gazola, explica que os resultados negativos deste ano acontecem devido um aumento significativo na aquisição de bicicletas nos últimos dois anos, tendência que está sendo revertida em 2022.

“As bicicletas de entrada, que viveram um ‘boom’ de vendas nos últimos dois anos, agora têm uma procura menor, enquanto os modelos de médio e alto valor agregado tiveram aumento significativo na demanda. Precisamos adaptar nossa produção para isso”, justifica.

Além disso, o segmento continua impactado pela escassez de peças e componentes. Entre os componentes que estão em falta destacam-se sistemas de freios, sistemas de transmissões, suspensões e selins.

“Esse é um problema global que atinge diversos fabricantes, que vêm ajustando suas linhas de produção e toda a cadeia logística”, afirma Gazola.

Cerca de 50% dos insumos são provenientes de fornecedores estrangeiros, principalmente do continente asiático.

Da redação, com informações de assessoria

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