quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Ciro Gomes ataca adversários nacionais e locais em convenção do PDT

Para Ciro Gomes, Lula se iguala a Bolsonaro a evitar participar de debates e confrontar ideias para melhorar a stituação econômica do País que ele diz ser herança petista.
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Conhecido por ser duro com os adversários, o candidato à presidência da República pelo PDT, Ciro Gomes, voltou a atacar tanto o candidato à reeleição, o presidente Jair Bolsonaro (PL), quanto o candidato líder das pesquisas, Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Acompanhado de Carlos Lupi, presidente nacional do PDT, Ciro participou, na noite desta segunda-feira (1º) em Manaus, da convenção do PDT para a homologação de Carol Braz como candidata ao Governo do Amazonas, Engenheiro Machadão como vice, Luiz Castro ao Senado, além dos nomes para deputados estaduais e federais.

Para Ciro, tanto Bolsonaro quanto Lula não respeitam os eleitores e nem a democracia ao evitar participarem de debates. Lula já sugeriu a criação de pool de empresas para o debate e ele, assim como Bolsonaro, negaram participar do evento da CNN que decidiu cancelar o confronto.

“O Lula lá da prisão (durante a operação Lava Jato, em 2018) entrou na Justiça pra forçar a participar dos debates e agora, livre, depois dos erros do Moro (ex-juíz Sérgio Moro que julgou a operação e mais tarde foi declarado incompetente pelo Supremo Tribunal Federal) se recusa a debater se igualando ao Bolsonaro”, disparou.

Ainda sobre Lula, Ciro disse discordar que o País esteja lutando contra o fascismo e que Bolsonaro piorou problemas e condições desfavoráveis que, segundo ele, começaram nos governos petistas de Lula e Dilma Roussef.

“Não é derrotar o fascismo, é reconstruir uma terra arrasada. De cada 100 trabalhadores hoje, 70 estão desempregados ou em alguma atividade informal”, disse, citando outros indicadores que ele vem repetindo sobre a crise econômica e social do País.

Zona Franca

Sobre Bolsonaro, Ciro criticou os decretos que têm sido publicados e que prejudicam a Zona Franca de Manaus. “Daqui do Polo Industrial de Manaus, saem oito de cada cem produtos da indústria feita no País, não é pouca coisa. Se a matéria-prima não é daqui, se o mercado consumidor não é daqui, como nasce uma indústria aqui, como sobrevive uma indústria aqui? Tem que ser pela política”, afirmou.

Ciro Gomes disse ainda que a última prorrogação dos incentivos da Zona Franca de Manaus foi assinada por ele, quando era ministro da Integração Nacional do governo Lula.

Texto: Emerson Medina

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