Comitiva da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) esteve pela primeira vez na história da instituição para a entrega de outorga de grau em uma Terra Indígena, na comunidade de Taracuá, às margens do Rio Valpes, distante 850 quilômetros de Manaus.
Dos cinco distritos do Alto Rio Negro, a Ufam vai percorrer, até meados de agosto, três deles: Tarucuá, Maturacá e Tunuí Cachoeira. Os demais são Pari Cachoeira e Cucuí.
Ao todo, foram 28 novos profissionais de Licenciatura Indígena: Políticas Educacionais e Desenvolvimento Sustentável, um curso em nível de graduação do Instituto de Filosofia, Ciências Humanas e Sociais (IFCHS), no modelo pós-feito, em que as disciplinas são eleitas a partir de alinhamento entre os discentes e o professor do curso. As aulas são ministradas no próprio idioma da etnia e necessita de tradutor para o português.
A solenidade de outorga faz parte de um cronograma voltada à Licencitatura Indígena do IFCHS, pelo qual a Ufam já formou novos profissionais em Santa Isabel do Rio Negro e formará, ainda, em Tunuí Cachoeira e Maturacá, ambos em São Gabriel da Cachoeira (yanomami).
Nildo Fontes, vice-presidente da Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (Foirn), falou na língua tukano. “Chegou o grande dia, dia em que vem à memória de quando pensaram em desistir e que hoje vemos que valeu a pena esperar. Se hoje estamos alcançando um objetivo, em parceria com a Ufam, é porque acreditamos nesse projeto sustentável nas terras indígenas e sabemos que nós, com conhecimento, passamos a fazer parte de um marco na nossa comunidade”.
Com informações da Assessoria
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