quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Produção de motos do PIM deve superar 1,32 milhão de unidades em 2022

Fatores como retomada no ritmo nas linhas de montagem e tendência de alta do mercado elevaram a estimativa de produção de motos de 1,29 milhão para 1,32 milhão até dezembro.
COMPARTILHE
Investimentos têm queda no PIM

A Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares (Abraciclo) elevou a projeção para a produção de motos no país em 2022. De acordo com a nova estimativa, as fábrica instaladas no Polo Industrial de Manaus (PIM) deverão produzir mais de 1,32 milhão de unidades neste ano, número que representa uma alta de 10,5% em relação ao que foi produzido no ano passado. A previsão anterior era produzir 1,29 milhão de unidades.

A informação foi divulgada pela Abraciclo na manhã desta terça-feira, em Manaus (12).

Com a nova previsão, o segmento de motocicletas deve ficar próximo aos patamares alcançados em 2014, quando foram produzidas 1.517.662 unidades.

O presidente da Abraciclo, Marcos Fermanian, aponta os fatores que levaram a associação a elevar a expectativa de produção. “As unidades fabris retomaram o ritmo das linhas de montagem e registram crescimento sustentável durante o primeiro semestre”, explica. “Somado a isso, temos um mercado com tendência de alta, com o avanço dos serviços de entrega (Delivery), o maior uso da motocicleta nos deslocamentos urbanos, além do fator aumento dos preços dos combustíveis”, complementa.

Ainda segundo os números da Abraciclo, só no primeiro semestre foram produzida mais de 670 mil motocicletas no Polo Industrial de Manaus, volume que é 18% superior ao que foi registrado no mesmo período do ano passado. Ainda segundo a Abraciclo, esse é o melhor resultado para os seis primeiros meses do ano desde 2015.

Em junho, 101.695 motocicletas saíram das linhas de montagem, queda de 21,6% na comparação com maio (129.781 unidades) e de 3,6% em relação ao mesmo mês do ano passado (105.450 motocicletas). A retração já era esperada devido ao início das férias coletivas. “As fábricas aproveitam essa parada para realizar as manutenções e os ajustes necessários em suas linhas de montagem”, explica o executivo.

Texto: Lucas Raposo

Leia Mais:

COMPARTILHE