quinta-feira, 24 de setembro de 2026

Inflação oficial desacelera e fica em 0,47% em maio, aponta IBGE

Em abril, mês imediatamente anterior, o IPCA subiu 1,06%, maior variação no mês desde 1996. Índice acumulado em 12 meses também caiu: de 12,13% em abril para 11,73% em maio.
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A inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) ficou em 0,47% em maio, após ter alcançado 1,06% em abril, a maior variação para o mês desde 1996.. Os dados são do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), divulgado hoje (9) pelo IBGE.

O maior impacto, com 0,30 pontos percentuais, veio dos Transportes, que registrou alta de 1,34%. Apesar disso, a inflação para este setor também desacelerou em relação ao mês anterior (abril), quando ficou em 1,91%.

No caso dos Transportes, a alta foi puxada pelas passagens aéreas (18,33%), sendo o maior impacto individual positivo no índice do mês (0,08 pontos percentuais), juntamente com os produtos farmacêuticos, que subiram 2,51% e fazem parte do grupo Saúde e cuidados pessoais (1,01%).

“Vale fazer uma ressalva de que a coleta das passagens aéreas é feita dois meses antes. Neste caso, os preços das passagens aéreas foram coletados em março para viagens que seriam realizadas em maio. A alta deve-se a dois fatores: elevação dos custos devido ao aumento nos preços dos combustíveis; e pressão de demanda, com o aumento do consumo, após um período de demanda reprimida por serviços, especialmente aqueles prestados às famílias. Isso impacta, também, alimentação fora do domicílio e itens de cuidados pessoais”, explica o gerente do IPCA, Pedro Kislanov.

No caso dos produtos farmacêuticos, foi autorizado em abril um reajuste de até 10,89% no preço dos medicamentos. Esse reajuste pode ter sido aplicado pelos varejistas de forma gradual, tendo reflexo no índice tanto em abril quanto em maio, embora a variação tenha sido menor neste último mês. “Mas como o segmento tem peso, acaba impactando bastante”, justifica o gerente do IPCA.

O vestuário teve inflação de 2,11% e foi o grupo de despesas com maior alta de preços no mês. Habitação foi o único grupo com deflação (queda de preços) de -1,70%. Já os combustíveis tiveram variação de preços de 1%, abaixo da alta de 3,20% do mês anterior.

No ano, o IPCA acumula alta de 4,78% e, nos últimos 12 meses, de 11,73%, abaixo dos 12,13% observados nos 12 meses imediatamente anteriores. Em maio de 2021, a variação havia sido de 0,83%.

*Da redação

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