Foi pelo placar de sete a um que o Tribunal de Contas da União (TCU) decidiu na quarta-feira (18) autorizar o Governo Bolsonaro a dar prosseguimento no processo de privatização da Eletrobrás. Representantes de entidades, em protesto na sede do Tribunal, em Brasília, lamentam a aprovação e acreditam que as regiões Norte e Nordeste, com destaque para a Zona Franca de Manaus (ZFM) serão as mais prejudicas.
É o que pensa o deputado Zé Carlos (PT-MA), líder da Frente Parlamentar Mista em Defesa da Eletronorte, segundo o site de notícias BNC Amazonas. ” No Norte e Nordeste, onde nós temos as populações mais pobres do País, serão as regiões mais prejudicadas após a entrega na mão dos estrangeiros de uma instituição importante”, disse o parlamentar.
Para o coordenador-geral do Coletivo Nacional dos Eletricitários (CNE), Nailor Gato, empresas que vendem energia com subsídios nesses Estados, vão embora para outros mercados e as populações locais ficarão desabastecidas. E como a energia é o principal insumo da indústria, atividade fim dos incentivos da ZFM, isso deve impactar o setor no Amazonas.
O CNE, juntamente com a Associação dos Empregados da Eletrobrás (Aeel) e Associação dos Empregados de Furnas (Asef) protocolou uma ação na Justiça, onde denunciam que como acionistas não receberam as devidas informações do processo de desestatização.
A União hoje detém a maior parte das ações da Eletrobrás e com a decisão do TCU, essas ações serão oferecidas para a iniciativa privada. A aceleração da privatização da Eletrobrás era apontada como medida certa a ser tomada pelo novo ministro de Minas e Energia, Adolfo Sachsida.
Da Redação com informações do site BNC
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