O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) realiza nesta semana novos testes com ataques controlados aos sistemas das urnas eletrônicas. Embora essa análise já estivesse prevista, ela ocorre no momento em que o presidente Jair Bolsonaro (PL) amplia insinuações golpistas e ataques às urnas e dias após o TSE negar sugestões das Forças Armadas ao processo eleitoral.
Na atual etapa do chamado TPS (Teste Público de Segurança do Sistema Eletrônico de Votação), os investigadores repetem cinco planos de expor vulnerabilidades do equipamento. Esses exercícios de ataques foram aplicadas em novembro de 2021, em fase anterior do ciclo de testes públicos das urnas.
Segundo o TSE, os planos que serão repetidos foram “bem-sucedidos”, ou seja, geraram sugestões de aperfeiçoamento das urnas, mas não apresentaram brechas que podem comprometer o pleito deste ano.
A ideia é verificar se os sistemas, que passaram por ajustes, seguem com alguma vulnerabilidade. Os testes serão feitos até sexta-feira (13) e incluem simulações de ataque hacker e ações conduzidas por peritos da Polícia Federal.
Os achados de edições anteriores da TPS alimentaram ataques às urnas no governo Bolsonaro.
O ministro da Justiça, Anderson Torres, apresentou análises de peritos da PF sobre esses testes durante uma live de Bolsonaro em julho de 2021, quando o presidente fez o seu maior ataque ao sistema eleitoral.
O tribunal também afirmou que a urna atual passa por outros tipos de auditoria. O TSE realizou cinco edições de testes públicos das urnas (2009, 2012, 2016, 2017 e 2019).
Na última edição, os investigadores revelaram duas vulnerabilidades, mas as brechas não permitiam a alteração de dados de eleitores ou candidatos. Os ataques também não conseguiram alterar o softwares da urna eletrônica. Os achados foram usados pelo tribunal para aperfeiçoar o sistema de voto.
FolhaPress
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