quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Redução do IPI ameaça a manutenção da Floresta em pé no Amazonas

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Constantes ataques, por parte do governo federal, ao modelo Zona Franca de Manaus (ZFM) põem em risco a manutenção de empresas, empregos e ainda, a manutenção da Floresta Amazônica em pé. O cenário preocupa representantes dos segmentos de meio ambiente, assim como parlamentar.

O superintendente da Fundação Amazônia Sustentável (FAS), Virgílio Viana, destaca que a preservação do meio ambiente é uma das contrapartidas para a instalação e operação das fábricas no Polo Industrial de Manaus (PIM). Porém, as incansáveis investidas do governo federal em reduzir incentivos fiscais de setores produtivos instalados no parque fabril põem em risco a continuidade das fábricas em Manaus e podem, a longo prazo, representar o redirecionamento dos trabalhos ao setor primário e elevar os índices de desmatamentos.

“Uma eventual extinção ou redução do PIM pode gerar gravíssimas consequências do ponto de vista do desmatamento e da destruição ambiental na região. Torcemos para que o governo federal reverta essa decisão de golpe de enfraquecimento à ZFM”, disse Viana.

Segundo o deputado Serafim Corrêa (PSB), se medidas como a redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) continuarem sendo deferidas pelo governo federal, no mesmo ritmo, as fabricantes deixarão o PIM, ocorrerão desempregos e a população precisará se ocupar em outras atividades. Ele afirma que o principal afetado será o interior do estado.

“Se medidas semelhantes a essa (decreto do IPI) continuarem a ser tomadas o que vai acontecer é o esvaziamento do PIM e se isso acontecer, as pessoas terão que viver de alguma coisa, e caindo a receita, arrecadação, isso tudo vai remeter para a diminuição dos recursos das prefeituras que são os principais empregadores no interior do estado. Nessas condições corremos o risco sim de começar a caminhar por outros caminhos e isso será ruim”, explicou o parlamentar.

Texto: Priscila Caldas

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