O crescimento desordenado no número de flutuantes que ocupam as águas do Tarumã-Açu tem preocupado autoridades ambientais que, há alguns meses, voltaram a discutir o tema. Ontem (23), após reunião uma nova decisão foi tomada: o licenciamento ambiental para novos empreendimentos da área está suspenso.
A medida valerá até que seja criado um Plano Normativo para Flutuantes Turísticos e, ainda, a formulação e conclusão do plano da Bacia Hidrográfica do Tarumã.
Isto porque, segundo dados da Fundação Municipal de Cultura, Turismo e Eventos (Manauscult), cerca de 10 novos flutuantes surgem todos os meses no local, fator que acarreta em tal crescimento desordenado e que impacta diretamento o meio ambiente.
Logo, a prioridade é regularizar os mais de 600 flutuantes que já operam naquele espelho d’água.
Dados recentes da Associação de Flutuantes Turísticos do Tarumã (Afluta) apontam que o meio de hospedagem movimenta R$ 4.320.000 por ano, em diárias, com notável importância para o desenvolvimento do setor.
Segundo Oreni Braga, diretora de Turismo da Manauscult, a regularização dos flutuantes é imprescindível para que este segmento se consolide como alternativa de lazer turístico e econômico.
“Estamos empenhados em inserir Manaus no contexto nacional e internacional do turismo, sobretudo, oferecer alternativas para o aumento da permanência média do turista na cidade, o que contribuirá significativamente para a geração de emprego e renda, começando pela capacitação dos profissionais que trabalham na área”, declarou.
A regularização dos flutuantes também é bem vista pela Capitania dos Portos que assegura que a medida contribui para a segurança da navegação e o ordenamento do espaço aquaviário.
Da Redação, com informações da assessoria
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