quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Quase 60% dos municípios enfrentam resistência à vacinação de crianças

Dados da CNM evidenciam o efeito real do negacionismo na imunização das crianças de 5 a 11 anos. Menos de 3% dos prefeitos ouvidos relataram efeitos adversos da vacina.
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Saúde Semcom

A Confederação Nacional dos Municípios (CNM) apontou que mais de 59% dos Municípios relatam enfrentar a resistência da população quanto à vacinação de crianças com idade entre 5 e 11 anos.

Manaus vem enfrentando a mesma realidade desde que o prefeito David Almeida (Avante) anunciou a cobrança do passaporte vacinal na volta às aulas municipais. Movimentos de direita contrários à cobrança se mobilizaram contra a proposta.

O vereador Raiff Matos (DC) apresentou um projeto de lei que quer proibir a cobrança do documento na rede pública municipal. Na mesma semana, o líder do prefeito, vereador Marcelo Serafim (PSB) rebateu movimentos de colegas vereador que criticaram a cobrança do passaporte anti-covid.

O levantamento ouviu 2.193, o que representa 39,4% dos Municípios, entre os dias 14 e 17 de fevereiro. 


Ainda em relação à vacinação desse público, 2,3% dos gestores ouvidos afirmaram que houve reações adversas graves em crianças que tomaram a vacina contra o coronavírus. Já 94,4% não registraram reações graves e 3,3% prefeituras não responderam a essa questão.

A vacinação para este grupo teve início em 98,9% das cidades ouvidas pela pesquisa. Em 19 Municípios a vacinação de crianças entre 5 e 11 anos ainda não teve início. 

O levantamento também abordou a falta do imunizante para crianças de 5 a 11 anos de idade. Em 11,2% dos Municípios, faltou a vacina destinada para este público. Outros 87% não registraram a falta do imunizante. 

Da redação, com informações da CNM

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