Depois que o Supremo Tribunal Federal (STF) estabeleceu nesta quarta-feira (9) o dia 31 de maio como data-limite para a formação e o registro das federações partidárias, partidos de todos os espectros políticos se apressam para fechar composições da federação que deve ser formada por partidos que têm a mesma ideologia por um período de quatro anos.

As decisões que definem o arco de alianças para a formação final das federações são tomadas pelos diretórios nacionais, no entanto, tratativas locais podem pesar na configuração dessas federações.
O PSDB mantém conversas a nível nacional com o Movimento Democrático Brasileiro (MDB), do ex-presidente Michel Temer e com o Cidadania. Para o senador Plínio Valério (PSDB) divergências regionais deverão dificultar o acerto com as duas siglas. No Amazonas, o MDB é presidido pelo senador Eduardo Braga, que é pré-candidato ao governo do Amazonas. A assessoria do PSDB amazonense se limitou a declarar que a decisão é tomada a nível nacional.
O senador Eduardo Braga afirmou que o MDB tem dialogado com a União Brasil (UB), maior e mais rico partido do Brasil, que teve o registro aprovado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nesta semana.
Aprovação pelo TSE
A data-limite de 31 de maio foi aprovada por 6 votos a 4. O ministro Luís Roberto Barroso, relator do caso, votou nesse sentido e foi acompanhado por André Mendonça, Alexandre de Moraes, Edson Fachin, Rosa Weber e pelo presidente da Corte, Luiz Fux.
Os ministros Gilmar Mendes, Dias Toffoli, Cármen Lúcia e Ricardo Lewandowski, por outro lado, defenderam o prazo de 5 de agosto, que foi definido por lei no ano passado e era pedido pelos partidos. O grupo, porém, acabou vencido ao lado do ministro Nunes Marques, que votou contra a validade do instrumento.
A federação partidária prevê que as legendas funcionem como um bloco único não apenas durante a eleição, mas nos quatro anos de mandato após o pleito, com bancada unificada no Congresso.
Texto: Jefferson Ramos
Leia mais: