quinta-feira, 5 de novembro de 2026

Amazonas tem o segundo maior custo médio por preso no Brasil, aponta Depen

O Amazonas só fica atrás do Distrito Federal (DF) que gasta mais de R$ 4 mil para manter um preso na unidade prisional. O estado supera o estado do Pará e São Paulo.
COMPARTILHE

O Amazonas é o estado que tem o segundo maior custo médio por preso no Brasil. Por mês, o estado gasta R$ 3.492,94 para manter um preso na unidade prisional. O estado só fica atrás do Distrito Federal, que tem um gasto médio de R$ 4.857,13. A despesa média amazonense supera o gasto do estado de São Paulo, o mais rico do país, que gasta R$ 1.629,39.

Nem o Pará que tem o dobro da população do Amazonas gasta tanto. No estado vizinho um preso custa aos cofres públicos R$ 1.937,24. Os dados são do Departamento Nacional Penitenciário (Depen). As informações mais recentes são do mês de agosto.

De acordo com a mesma plataforma do Depen, no Amazonas, 955 detentos executam alguma atividade laboral. Só na capital 837 presos trabalham. A maioria é do sexo masculino. Parintins tem a menor quantidade de presos trabalhando. São apenas nove. 

O número de presos que executam atividade laboral no estado representa apenas 10% da população carcerária. Na região Norte, o Amazonas é superado por Tocantins (TO), Rondônia (RO) e Pará (PA) no número total de presos trabalhando. Nos três estados são mais de mil presos em programa laboral. 

Após cinco anos do pior massacre no sistema prisional do Amazonas, no qual 56 presos foram mortos em janeiro de 2017, a situação pouco mudou. De lá para cá, a empresa administradora do Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj), palco do massacre das facções criminosas, a Umanizzare, deixou a administração de outros cinco presídios e do Compaj  em 2019. 

Muitas das vítimas foram esquartejadas e queimadas na rebelião que durou 17 horas. A carnificina começou no Compaj e se espalhou para outros presídios, como a Unidade Prisional do Puraquequara (UPP) e no Centro de Detenção Provisória Masculino (CDPM). 

Em outro massacre, em maio de 2019, outros 15 detentos foram mortos na unidade prisional. Outras quatro unidades também registraram assassinatos. Citando descumprimento das cláusulas contratuais de gestão do CDPF (Centro de Detenção Provisória Feminino), a Justiça do Amazonas anulou o contrato e ainda multou a Umanizzare em R$ 10,1 milhões.

Texto: Jefferson Ramos

Leia mais:

COMPARTILHE