quinta-feira, 24 de setembro de 2026

Ano novo, preços novos: Petrobras anuncia alta da gasolina e do diesel

A partir desta quarta-feira (12), o valor médio do litro da gasolina vendida para as distribuidoras ficará 4,85% mais caro, passando de R$ 3,09 para R$ 3,24.
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A Petrobras anunciou nesta terça-feira (11) o primeiro reajuste do ano nos preços da gasolina e do oléo diesel vendidos às distribuidoras. A partir desta quarta (12) o valor médio do litro da gasolina vendida para as distribuidoras ficará 4,85% mais caro, passando de R$ 3,09 para R$ 3,24. Já para o diesel o reajuste foi ainda maior, saltando de de R$ 3,34 para R$ 3,61 por litro, uma alta de 8%.

“Esses ajustes são importantes para garantir que o mercado siga sendo suprido em bases econômicas e sem riscos de desabastecimento pelos diferentes atores responsáveis pelo atendimento às diversas regiões brasileiras: distribuidores, importadores e outros produtores, além da Petrobras”, diz a estatal em comunicado distribuído à imprensa.

Os preços dos combustíveis estavam a 77 dias sem ter alta no Brasil. Os últimos aumentos foram anunciados pela Petrobras em outubro do ano passado. No último dia 15 de dezembro, a estatal reduziu em 10% o preço do litro da gasolina, enquanto o litro do diesel não sofreu reajuste.

Em 2021, preço da gasolina subiu 47,49%

A alta de 10,06% em 2021 na inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), divulgada nesta terça-feira (11), foi puxada pela aumento de 21,03% no grupo Transportes. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o grupo foi afetado em 2021 principalmente pelos combustíveis.

O gerente do IPCA, Pedro Kislanov, destaca que, de longe, o principal impacto no índice anual foi da gasolina, que correspondeu a 2,34 pontos percentuais. Apesar da queda registrada em dezembro, a gasolina acumulou alta de 47,49% em 2021 e o etanol, de 62,23%.

“Em dezembro, houve queda de 0,67% na gasolina, principalmente pela redução do preço nas refinarias no dia 15 de dezembro. E o etanol, que normalmente acompanha a gasolina, uma queda de 2,96%. Foi a primeira queda em ambos depois de sete meses consecutivos de alta”, disse Kislanov.

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