Em resposta a mais um ataque contra os incentivos fiscais às indústrias de bebidas do Polo Industrial de Manaus (PIM), representantes de entidades de classe do setor produtivo saíram em defesa das marcas de concentrados de refrigerantes beneficiadas.
Isto porque, na segunda-feira (13), o deputado Fausto Pinato (PP-SP) cobrou o fim das renúncias fiscais da ZFM, concedidas às empresas Ambev, Coca Cola e Heineken. Ele disse ainda que a renúncia fiscal tinha impacto mínimo na geração de empregos no Amazonas.
O presidente da Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (Fieam), Antônio Silva, defendeu os incentivos fiscais que, segundo ele, representam “custos irrisórios, ante o resultado social, econômico e ambiental que produzem. Fato que por si só, justifica a necessidade de evitar a crescente redução das vantagens fiscais da ZFM, frente ao restante do País”.
Antônio Silva vai além e afirma que revogar incentivos da ZFM ao polo de bebidas impactaria toda a indústria de refrigerantes do País. Os efeitos seriam a diminuição de empregos e investimentos, impacto negativo na escala produtiva do concentrado, que hoje é uma plataforma relevante de exportação, para mercados da América do Sul.
O presidente da Fieam lembrou ainda do efeito ambiental do PIM, uma vez que o modelo representa alternativa econômica contra atividades que degradam o meio ambiente.
“Graças a essa atividade ambientalmente correta no interior da Amazônia Ocidental, foi possível manter intocado aproximadamente 98% da cobertura florestal original do Amazonas, fato que justifica a necessidade imperiosa de evitar a crescente redução das vantagens fiscais da ZFM frente ao restante do País, a fim de que possa continuar a preservação do ecossistema existente, em cujo cenário os incentivos fiscais são importantes e necessários”, reforça o presidente da Fieam.
O presidente do Centro da Indústria do Estado do Amazonas (Cieam), Wilson Périco lamentou que o segmento de concentrados do PIM seja novamente alvo de ataques de parlamentares de outras regiões do País.
“Mas nós estamos preparados, para rebater esses ataques. Nós temos condições de discutir esse e outros temas que envolvem os direitos e aquilo que gera empregos no nosso Estado”, garantiu Périco.
Texto: Emerson Medina
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