No período de janeiro a outubro o consumo nos supermercados cresceu 7% em relação a igual período de 2020. Segundo a Associação Amazonense de Supermercados (Amase), na análise mensal o setor contabiliza retração no consumo em outubro, pressionado pela inflação. Segmento espera incremento de até 10% nas vendas em dezembro, em relação ao último mês de 2019.
O vice-presidente da Amase, Ralph Assayag, explica que o resultado positivo contabilizado no acumulado do ano foi impulsionado pelo período da pandemia da Covid-19, no primeiro trimestre do ano, quando somente supermercados e drogarias podiam atender ao público por meio presencial ou delivery.
Mas, na análise mensal, o empresário afirma que os números têm registrado queda no consumo, motivado pelo aumento dos preços em cadeia, desde o frete até o valor final do produto.
Em setembro, o consumo nos supermercados teve queda de 1,5% em comparação a agosto. Enquanto em outubro a retração foi de 1% em relação ao mês anterior.
“A inflação afeta os preços em cadeia. O aumento do custo do frete reflete no valor do produto e consequentemente, em queda no consumo no período. Também tivemos a abertura, nesses dois meses, de cinco médias lojas de supermercados e isso tudo divide o espaço e o mercado, contabilizando em queda nas vendas”, explicou o empresário.
Crescimento em dezembro
Segundo Assayag, tradicionalmente as vendas no mês de dezembro superam os índices dos demais meses, na análise mês a mês. Ele afirma que na comparação com dezembro de 2019, antes da pandemia, a expectativa é que os supermercados registrem incremento de até 10% nas vendas.
“Na comparação com dezembro de 2019 acreditamos que o setor crescerá entre 9% e 10%, e que será um dos melhores dezembros registrados. O último mês do ano normalmente contabiliza maiores índices de vendas”, projetou.
Consumo no país
Conforme a Associação Brasileira de Supermercados (ABRAS), o consumo nacional se manteve positivo em 3,13% no acumulado do ano, de janeiro a setembro. Porém, na análise mensal, os números de setembro apontaram queda de 0,49% na comparação com agosto. Na relação com setembro de 2020, também houve recuo de 1,13%.
De acordo com a associação, o resultado de setembro reflete a inflação, que acumula em 12 meses alta de 10,25%, a taxa do câmbio que encarece insumos para produção e para criação de animais, além de fatores climáticos sazonais.
Texto: Priscila Caldas
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