quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Alfredo participa de reunião do PL que discute filiação de Bolsonaro

Um dos líderes do PL, Alfredo Nascimento é homem de confiança do presidente do partido, Valdemar Costa Neto, e terá voz ativa na definição da entrada de Bolsonaro na sigla.
COMPARTILHE
PL

O presidente de Honra do Partido Liberal (PL), o ex-ministro Alfredo Nascimento, participa, nesta quarta-feira (17), em Brasília, da reunião do Diretório Nacional da sigla que vai discutir a filiação do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) inicialmente marcada para o próximo dia 22, mas cancelada após uma “intensa troca de mensagens”, na madrugada de domingo, entre ele e o presidente do partido, Valdemar da Costa Neto.

Alfredo é homem de confiança de Valdemar, que dirige o PL com mão de ferro e enfrentou Bolsonaro na hora de definir detalhes de alianças regionais. O estopim para o rompimento do noivado, que estava segundo Bolsonaro 99% concluído, foi uma nota de Valdemar garantindo autonomia ao Diretório de Pernambuco para articular alianças no Estado.

Bolsonaro queria o partido de “portas fechadas” e no Estado nordestino aposta no apoio ao ministro do Turismo, Gilson Machado, que deverá ser o candidato dele ao governo do Estado. A autonomia dada ao diretório estadual quebrava o desejo do presidente de eleger Machado.

Como em Pernambuco, a entrada de Bolsonaro no PL também mexia com o tabuleiro político do Amazonas. Inicialmente prejudicaria a intenção do vice-presidente da Câmara Federal, Marcelo Ramos, de buscar a reeleição. Por outro lado favorecia a aliança entre o governador Wilson Lima e o prefeito de Manaus, David Almeida, que indicaria o secretário Municipal de Limpeza Pública, Sabá Reis, para a vaga de vice na chapa de Wilson. Sabá é da executiva estadual do PL.

Fechado em copas, Alfredo Nascimento tem recusado pedidos de entrevistas, mas fontes próximas ao ex-ministro afirmam que ele está fechado com Valdemar, portanto favorável a entrada de Bolsonaro no partido, o que facilitaria sua eleição para deputado federal, mas preservando a autonomia do diretório, o que lhe afastaria do risco de perder o comando para, por exemplo, o melhor amigo de Bolsonaro no Amazonas, o ex-superintendente da Suframa Alfredo Menezes.

Texto: Gerson Severo Dantas

Leia Mais:

COMPARTILHE