Após a cheia histórica em junho de 2021 quando chegou a 30 metros e dois centímetros, o rio Negro deu início à vazante no final do primeiro semestre, porém voltou a subir em novembro. Desde o último sábado (6), o nível do rio Negro subiu oito centímetros e, nesta terça-feira (9), chegou a 19 metros e 53 centímetros, conforme dados do painel de monitoramento do Porto Fluvial de Manaus, que pode ser acessado aqui.
Só hoje, o nível do rio Negro subiu cinco centímetros. A última vez que isso aconteceu foi no dia 11 de maio deste ano, quando atingiu a marca de 29,52m.
Em 2020, no dia 9 de novembro, o nível do rio Negro era de 16,63 metros – dois metros e noventa centímetros a menos que o registrado no dia 9 de novembro deste ano.
A subida do nível do rio Negro no atual mês de novembro indica que, em 2022, o Amazonas corre o risco de sofrer uma nova cheia histórica podendo ultrapassar a marca dos 30 metros e dois centímetros, o que seria mais um recorde.
Ainda há casas de ribeirinhos inundadas
De acordo com o secretário estadual de meio ambiente, Eduardo Taveira, ainda há casas de ribeirinhos em que não houve a vazante completa das águas dos rios do Amazonas.
“A calha de vários rios da região amazônica não secou. Eventos climáticos extremos, como a cheia dos rios da Amazônia, estão ocorrendo em períodos mais curtos”, destacou o secretário de meio ambiente em entrevista ao RealTime1.
Eduardo Taveira reforça que a secretaria já está em articulação com a Defesa Civil do Amazonas para prestar uma melhor assistência aos moradores das regiões afetadas pela cheia dos rios do Amazonas.
A cheia histórica do rio Negro
O nível máximo da cheia em 2021 foi no dia 16 de junho, quando chegou a 30 metros e dois centímetros. O rio permaneceu nesse nível durante cinco dias (até dia 20 do mês de junho).
Naquele mesmo mês, o rio Negro já havia dado sinais de vazante, por meio do fenômeno conhecido como repiquete, quando o nível do rio desce e, em seguida, volta a subir.
Isso ocorreu entre os dias 14 e 15 de junho, quando ficou na marca de 29,99 metros, após ter se estabilizado em 30 metros por exatos nove dias (de 5/6 a 13/6).
No entanto, no dia 16 daquele mês, o nível do rio Negro voltou a subir três centímetros chegando a marca histórica de 30 metros e dois centímetros, até então o recorde a ser batido.
Texto: Isac Sharlon
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