quinta-feira, 5 de novembro de 2026

Guedes minimiza exoneração de secretários e diz que saída é 'natural'

Saída de quatro secretários da pasta aconteceu após manobra do governo federal para furar o teto de gastos e garantir o benefício de R$ 400 para o Auxílio Brasil.
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O ministro da Economia, Paulo Guedes, se pronunciou pela primeira vez, nesta sexta-feira (22), após quatro secretários da pasta pedirem demissão alegando motivos pessoais. De acordo com Guedes, a saída dos quatro servidores, que aconteceu após manobra do governo federal para furar o teto de gastos e garantir benefício de R$ 400 para o Auxílio Brasil, foi natural. A justificativa é de que os secretários seriam os “negociadores” do novo programa social.

“Nossos secretários que pediram para sair, eles saírem é natural. O jovem é secretário do Tesouro, está tomando conta lá do Tesouro, o outro é secretário da Fazenda, tomando conta da Fazenda, eles querem que [o auxílio mensal] fique nos R$ 300, que fique dentro do teto. A ala política, naturalmente, olhando para fragilidades dos mais vulneráveis, diz ‘olha, nós precisamos gastar um pouco mais’. Deve haver uma linha de equilíbrio aí”. E é isso que estava sendo discutido e é isso que entrou na PEC do precatório”, disse o ministro.

A declaração foi dada durante visita do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) ao Ministério da Economia. Durante o encontro, o chefe do executivo afirmou ter ‘confiança absoluta’ em Paulo Guedes. Ao mesmo tempo em que confirma o valor de R$ 400 para o Auxílio Brasil, e o consequente estouro no teto de gastos, Bolsonaro afirmou que o governo federal não vai promover ‘aventuras’ na área econômica.

“Deixo claro a todos os senhores: esse valor decidido por nós tem responsabilidade. Não faremos nenhuma aventura. Não queremos colocar em risco a nada no tocante à economia”, disse Bolsonaro sobre os R$ 400 que devem ser pagos no Auxílio Brasil em 2022.

Sobre as exonerações

Quatro secretários do Ministério da Economia pediram exoneração dos cargos alegando motivos pessoais. O anúncio foi feito pela própria pasta nesta quinta-feira (21) após o Ministério anunciar manobra que fura o teto de gastos para injetar mais recursos no Auxílio Brasil, substituto do Bolsa Família.

Deixaram os cargos:o secretário de Tesouro e Orçamento, Bruno Funchal; o secretário do Tesouro Nacional, Jeferson Bittencourt; a secretária-especial-adjunta de Tesouro e Orçamento, Gildenora Dantas; e o secretário-adjunto do Tesouro Nacional, Rafael Araujo.

Ainda não há substitutos anunciados.

Texto: Lucas Raposo

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