O saldo entre empresas abertas e encerradas em 2019 no Brasil voltou a ser positivo em 290,9 mil. Após o país ter registrado saldo negativo de 65,9 mil empresas em 2018, o movimento se inverteu em 2019, com a entrada no mercado de 947,3 mil empresas e o fechamento de 656,4 mil. Com isso, reverteu-se parte do encolhimento observado de 2014 a 2018 (perda de 382,5 mil empresas). A taxa de sobrevivência foi de 79,8%. As informações são do estudo Demografia das Empresas e Estatísticas de Empreendedorismo, divulgado nesta sexta-feira (22) pelo IBGE.
O gerente da pesquisa, Thiego Gonçalves Ferreira, explica que os dados devem ser observados com certa cautela, principalmente na comparação com os anos anteriores, pois a pesquisa sofreu uma alteração na metodologia que define organizações ativas, em razão do novo sistema de registro adotado pelo governo federal.
“O governo instituiu um novo sistema de registros administrativos para escrituração das obrigações fiscais, previdenciárias e trabalhistas, o chamado eSocial, que está substituindo a RAIS, sendo que algumas das informações que existem na RAIS deixaram de existir no eSocial e, com isso, o IBGE precisou ajustar o critério de seleção de organizações ativas”, explica o gerente da pesquisa, Thiego Gonçalves Ferreira.
Ele destaca que uma das perguntas não incluídas no sistema do eSocial é aquela onde a empresa declara ter exercido ou não suas atividades naquele ano.
“É possível que algumas empresas estejam formalmente ativas, mas que, na prática, não estejam operando. Já havíamos identificado, quando da divulgação das Estatísticas do CEMPRE, por exemplo, uma alta incomum no número de organizações ativas sem pessoal ocupado, que não era observada na mesma proporção quando se olhava para as empresas com pelo menos uma pessoa ocupada”, ressalta.
Em 2019, o Cadastro Central de Empresas (Cempre) somava um total de 4,7 milhões de empresas ativas que empregavam 39,7 milhões de pessoas, sendo 33,1 milhões (83,3%) como assalariadas e 6,6 milhões (16,7%) na condição de sócios ou proprietários.
Os salários e outras remunerações pagos por essas entidades totalizaram R$ 1,1 trilhão, com um salário médio mensal de 2,5 salários mínimos, equivalente a R$ 2.530,76. A idade média das empresas era de 11,7 anos.
O levantamento considera somente as entidades empresariais, excluindo os Microempreendedores Individuais (MEIs), órgãos da administração pública, entidades sem fins lucrativos e as organizações internacionais que atuam no país.
Fonte: IBGE
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